Relações e condições de trabalho das costureiras

Aline Lourenço de Oliveira

Resumo


As mudanças ocorridas no mundo do trabalho contemporâneo em especial o crescimento do trabalho desprotegido e precário, de acordo com Antunes (1999, p. 105) são “agravados com a desestruturação crescente do Welfare State e o crescimento do desemprego estrutural e da crise do capital”. A partir dessas questões a indústria da moda, no que se refere às relações e condições de trabalho, parece se beneficiar desta desregulamentação na busca de menor custo e maior lucro.

O impulso à necessidade de consumo, especialmente voltado à questão do vestuário feminino, traz uma demanda maior de produção de peças com um preço menor favorecendo o consumo, ao mesmo tempo em que temos produtos novos em tempo menor, temos aumento de trabalho sem mudança no valor do salário.

Os impactos sociais e ambientais provocados pelo avanço do capitalismo são muitos e a indústria da moda participa tanto com a degradação do meio ambiente[1], quanto com a exploração dos trabalhadores.

As denúncias frequentes sobre condições precárias e inclusive análogas ao trabalho escravo na indústria da moda apontam para a presença de condições facilitadoras à exploração nesse ramo. Condições essas que vão desde a manobra política de favorecimento às grandes empresas, até a tentativa de alteração da tipificação do termo trabalho análogo à escravidão, a ocultação da “lista suja do trabalho escravo”



[1]Documentário Slaves to Leather. 2013. Sobre a contaminação dos trabalhadores e do meio ambiente no curtimento o couro em países asiáticos.


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