Assistência religiosa na Penitenciária Talavera Bruce: reflexões críticas acerca da temática

Glaucia Alves Vieira

Resumo


O artigo é oriundo do Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado na Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e tem como objetivo verificar os fatores que possibilitaram a construção dos templos evangélico e católico na Penitenciária Feminina Talavera Bruce. O trabalho desenvolvido traça apontamentos legais que vão contra a instalação desses templos na unidade prisional, como também a falta de delimitação do Estado no que tange a dicotomia entre as esferas publica e privada. Na sequencia é feito um breve histórico acerca da constituição e gestão da primeira Penitenciária Feminina do Brasil, a partir de 1942. Em seguida, são apresentadas as características, estrutura e localização dos templos religiosos na unidade prisional. Por ultimo, os dados são expostos de forma a mostrar o entendimento dos entrevistados a respeito da religião e da assistência religiosa no cárcere, pertencente à esfera das relações privadas, em um espaço institucional público. Após a análise dos dados, foi possível concluir que a apropriação privada do espaço público da Penitenciária Feminina Talavera Bruce, por instituições religiosas de orientação evangélica e católica, se configura como um total desrespeito a limitação dessas esferas, com o consentimento do Estado. A metodologia aplicada para a realização desse estudo baseou-se na pesquisa bibliográfica sobre a temática e pesquisa documental. Por fim, realizamos aplicação de questionários combinando perguntas abertas e fechadas, visando à melhor exploração do tema. De modo a preservar a identificação dos entrevistados, esses foram identificados como: funcionário A e funcionário B. Quanto aos agentes religiosos, foram identificados como: agente católico; agente evangélico e agente espírita.


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