Precarização do trabalho e exercício profissional nos serviços de saúde

Herivânia de Melo Ferreira e Oliveira, Ana Paula Rocha Sales de Miranda, Fernanda Marques Souza

Resumo


O presente artigo discute como o atual cenário de crise no capitalismo contemporâneo e suas formas de reestruturação têm atingido incisivamente os profissionais de saúde, dentre os quais está o(a) assistente social. Para tanto, parte-se da hipótese de que a ofensiva do capital na contemporaneidade precariza e intensifica o trabalho em saúde, e ainda inflexiona duplamente o exercício profissional do(a) assistente social, tanto no que concerne às novas e velhas demandas, à infraestrutura disponível e à organização do trabalho, quanto aos vínculos empregatícios e à exploração do trabalho. Metodologicamente, o artigo é fruto de uma análise de conjuntura oriunda de uma revisão de literatura acerca do tema exposto, a partir da qual se infere que tais mudanças precarizam e intensificam o trabalho em saúde, levando ao seu aviltamento e incidem sobre o exercício profissional do (a) assistente social direta e indiretamente, o que lhe exige reflexão crítica e permanente sobre sua prática, planejamento de suas atividades, domínio das dimensões que atravessam seu exercício profissional, além de pesquisas que possam qualificar a discussão em termos teórico-práticos.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.