Patrimônio cultural na formação em serviço social: Museu Solar Monjardim

Maria José Coelho dos Santos, Eliane Cristina do Nascimento, Angela Maria Caulyt Santos da Silva

Resumo


O Grupo de Estudo e Pesquisa Culturas e Diversidade (GEPCD), constituído por docentes e discentes do mestrado em Política Pública e Desenvolvimento Local e da graduação em Serviço Social, propôs executar atividades culturais internas e externas na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam). Os integrantes do GEPCD estudavam textos e vídeos sobre temáticas da formação em Serviço Social: diversidade cultural e meio ambiente, e participavam de eventos científicos. Desenvolviam visitas a espaços de produção de conhecimentos e de fazeres socioculturais e ambientais, com encontros preparatórios - palestras sobre o objeto a ser pesquisado e construção de roteiro de observação -; realização da visita - vivências e coleta de dados com registro em diário de pesquisa - e; roda de conversa – com trocas de relatos (oral e fotográfico) sobre as vivências. Mediante o exposto, o GEPCD realizou visita em 1º de junho de 2017, ao Museu Solar Monjardim, localizado no bairro Jucutuquara, Vitória-ES, que fora tombado como patrimônio nacional em 1940 e que é pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) (NUNEZ, 2017). Objetivou-se: Descrever sobre as implicações do patrimônio cultural material e, sobretudo o imaterial, na formação em Serviço Social, por meio da visita ao Museu Solar Monjardim; e, Revisitar a história ao contemplar a pluralidade cultural capixaba e brasileira expressa em sua dimensão imaterial (crenças e costumes) e material (acervos de documentos, utensílios, mobílias, arquitetura, e outros). Tratou-se de pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e bibliográfico, de observação analítica, por meio de relato de experiência e com utilização de atas e relatórios do GEPCD. Os resultados foram: a compreensão acerca de traços culturais da economia local e a relação do patrimônio imaterial e material com o reconhecimento de identidades culturais.  No interior do imóvel encontraram-se documentos do período escravagista, objetos de adorno, louças, móveis, etc. Este espaço cultural é de grande importância para o Espírito Santo, pois através das memórias retratadas é possível vivenciar as lutas de um povo marcado por trabalho escravo e pela migração de vários grupos étnicos em busca de condições de subsistência (NUNEZ, 2017). Neste sentido, o espaço aguça a construção de saberes, sobretudo contribuiu para o reconhecimento de nossa identidade cultural e a relação com o Serviço Social, dentro de um contexto político e socioeconômico: classe social, etnia, gênero, sexualidades, gerações, religião, hábitos culturais, educação, saúde e relações sociais de trabalho, favorecendo o processo investigativo do assistente social, ao compreender melhor as expressões da questão social, em sua totalidade. Conclui-se que esta visita possibilitou aprofundar nos conhecimentos sobre a história do Espírito Santo, além de constituir em um observatório para a formação em Serviço Social. Por meio do acervo do museu revisou-se a história ao adentrar na mais antiga construção rural particular, do período colonial capixaba, uma fazenda do século XVIII que era produtora de farinha de mandioca e, posteriormente, de café e que se estendia do morro da Capixaba (Centro de Vitória) à Ponta de Tubarão. Foi constatado por meio do registro iconográfico (fotografias, documentos, e outros) a ocupação socioespacial e aspectos ambientais da cidade Vitória, de ontem e de hoje.


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