O Teatro do Oprimido e Educação Popular: Uma discussão a partir da atividade extensionista em uma escola pública

Rafael Rodrigues Pantoja de França

Resumo


Esta pesquisa foi motivada após a vivência no projeto de extensão Fala firme juventude: a autorepresentatividade juvenil na terra firme, realizado na escola estadual Mario Barbosa,localizada periferia de Belém-Pa. Para isso, a metodologia proposta articulou ensino e pesquisa por meio de atividades que favoreçam a transversalidade de saberes no levantamento e sistematização de informações, com vistas à produção de novos conhecimentos, a partir do desenvolvimento de estratégias criativas (rodas de conversa, exibição de filmes, documentários, oficinas de teatro, fotografias). Durante as oficinas de T.O observou-se que a juventude construiu seu espaço de fala de forma critica alcançando uma autoreflexão sobre suas práticas cotidianas, tanto como vitimas quanto reprodutores de violência e agentes de transformação. O intuito foi o de potencializar suas formas de autorepresentatividade e enfretamento contra o extermínio da juventude negra, criando formas de participação política junto ao poder público, à escola, à comunidade ao bairro, à sociedade civil na luta por direitos sociais.As atividades abriram um espaço onde as/os jovens trouxeram suas compreensões a cerca do que seria violência e apontaram diversos aspectos, como bullyng na escola, abandono de idoso, assassinato, violências Diante disso, destaca-se a arte especificadamente o T.O como espaço de resistência e construção de narrativas critica destacando o saber popular que quando aplicada com intuito de forma reflexões e ações que visem a transformação da sociedade precisa ser considerada como uma forma de educar . As oficinas de Teatro do Oprimido pode possibilitar um ambiente onde a “fala” da juventude da Terra firme se articulou. Com isso, foi possível a essas/es jovens ter acesso a um espaço onde tiveram condições de criação da autorepresentatividade questionando os limites representacionais hegemônicos para que possam se contrapor e lutar pelos seus direitos como cidadãs e cidadãos na sociedade.

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O Teatro

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