Trabalho prisional e ressocialização: dilemas e contradições

Arnon Manhães Ceolin

Resumo


Vê-se a ampliação das malhas de punição e de repressão sobre aqueles que não encontram lugar ao sol em tempos de crise estrutural do capital, processo que se expressa nos altos índices de encarceramento da população brasileira. Contraditoriamente, coexistem junto do encarceramento em massa e da precarização estrutural dos presídios do país uma série de políticas públicas pautadas pela “humanização” dos presídios a partir do trabalho realizado pelos apenados. Todavia, aponta-se para as contradições que o fenômeno do trabalho prisional tem produzido, sobretudo perante o fato de que os ganhos materiais e simbólicos têm se avolumado mais nas mãos daqueles que empregam do que, realmente, dos empregados apenados sujeitos à promissora “ressocialização".

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