Inovações financeiras e crise: o capital fictício e seus desdobramentos

Giovanna Borges Bortotto

Resumo


A acumulação crescente e ininterrupta de riqueza material é premissa básica para que se dê a perpetuação do Sistema Capitalista e de seus mercados, trazendo consigo inúmeras particularidades que foram – e ainda são – amplamente exploradas por diversos autores, dentre eles, a referência prima deste trabalho, Karl Marx, mais particularmente em sua obra econômica de maior fôlego, O Capital. Faz-se ampla defesa de que, a partir dos anos 1970, a economia mundial haveria ingressado numa nova fase, de forte exacerbação do mundo das finanças e da acumulação por via financeira. A fase que se adentra é de exacerbação da lógica da finança, da especulação financeira, de engenharias financeiras que criam capital fictício como forma de acumulação. Tratando da categoria marxista do “capital fictício”, busca-se analisar os movimentos do capitalismo financeirizado, trazendo maior enfoque para a Crise financeira dos títulos hipotecários gestada nos Estados Unidos a partir de 2007-2008 e buscando as contradições e instabilidades produzidas pela lógica da acumulação financeira.

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