O TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: REFLEXÕES DE QUEM SÃO NA INCLUSÃO

Joaquim Cesar Cunha Santos

Resumo


Os surdos na contemporaneidade no espaço educacional têm hoje assegurados por Lei a presença de profissionais intérpretes da língua brasileira de sinais. O Governo Federal assume para si a responsabilidade na formação desses profissionais e cria dispositivos para examinar a proficiência e certificar os que não têm formação na área dos estudos da tradução. Independente do quantitativo de profissionais certificados em exames de proficiência e com formação, outros com cursos básico e intermediário no aprendizado da língua de sinais são contratados como intérpretes. Para problematizarmos a inclusão de surdos tendo os intérpretes de libras mediando comunicação e possibilitando a acessibilidade, apresentamos uma reflexão quanto aos objetivos desta nova configuração na inclusão. Focalizando aspectos do movimento em torno da organização das práticas de ensino num contexto de escolarização de estudantes surdos, trazemos os conceitos de dispositivo, norma, normalização, normalidade, operações de normalização, governamento e biopoder segundo Michel Foucault, também trabalhados por outros autores, por exemplo, Veiga-Neto, Lopes e Fabris, buscando nas discussões desses autores, elementos que possam contribuir no diálogo e nas reflexões que pretendemos desenvolver sobre a temática central da pesquisa em tela. A demonstração de como as estruturas de controle das pessoas vem assumindo diferentes configurações nos levam para a possibilidade de ver os intérpretes de Libras como dispositivos de controle, na condução de condutas a fim de adequar os sujeitos surdos a um padrão ou norma para que estudem, trabalhem e participem em uma sociedade majoritariamente ouvinte.


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