A EDUCAÇÃO POPULAR DE ADULTOS: A IMPLANTAÇÃO DAS ESCOLAS PRIMÁRIAS NOTURNAS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (1930–1960)

Jefferson Melo Silva (UFRN)

Resumo


O presente artigo buscou, por meio de um estudo da história educacional do Rio Grande do Norte, adentrar e conhecer o trajeto de lutas, avanços e recuos, que estiveram atrelados a um período de intensa desigualdade social, a qual por muitos governos tornou-se bandeira de luta, enquanto para outros apenas mais um agravante número de problemas sociais. A educação em seus primórdios era vista como um bem que pertencia a poucos e por esse motivo era negada àqueles que não possuíam alto valor aquisitivo. Com isso, o ato de ler e escrever ficava restrito apenas a uma pequena parcela populacional, causando um sério aumento do analfabetismo no Brasil. A partir do processo denominado como êxodo rural, que inflou a população das capitais durante os anos de 1920 a 1930, as problemáticas da parcela populacional mais pobre, advinda do ambiente rural, tornam-se visíveis aos governantes, assim como, o analfabetismo, tratado pelos higienistas da época como o principal de todos os males. Com isso, surgem grupos de discussões e conferências educacionais, a fim de sanar esse mal. Sendo assim, tais eventos acabaram por culminar na elaboração da Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos, que levou à criação das escolas noturnas, no ano de 1929, as quais são objetos de estudo deste artigo. Essas escolas possuíam como finalidade, educar o trabalhador e a trabalhadora que não puderam ter ensino primário em idade regular, visando conquistar o maior índice possível de pais e filhos devidamente alfabetizados em todo o estado do Rio Grande do Norte.

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