TRAJETÓRIA DE VIDA E A ESCOLARIZAÇÃO DE CEGOS EM CAMPOS/RJ (ANOS 1980)

Pâmela do Amaral Menezes Brum Lacayo, Fernanda Luísa de Miranda Cardoso, Silvia Alicia Martínez

Resumo


Este trabalho compartilha resultados parciais de duas pesquisas sobre o processo de escolarização de cegos no município de Campos/RJ, interior do estado do Rio de Janeiro. A década de 1980 foi enfatizada aqui por ser o período de escolarização do sujeito da pesquisa. Além disso, a década de 1980 foi uma época de mudanças significativas nas políticas para as pessoas com deficiência. A ONU declarou o Ano Internacional das Pessoas com Deficiência nessa época (1981). Em 1985, foram encerradas as atividades do Centro Nacional de Educação Especial e inaugurada a Secretaria de Educação Especial. Ressalta-se ainda a elaboração do Plano Nacional de Ação Conjunta para a Integração de Pessoa Deficiente, em 1985. Como resultado desse Plano foram criadas as Coordenadorias para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, em 1986. Em relação aos aspectos metodológicos, busca-se superar o historicismo e a narrativa dominante da história oficial, com fundamento na renovação historiográfica sob a influência do Movimento dos Annales e da Nova História. Adotou-se a abordagem da História de vida, caracterizada por permitir ao sujeito a exposição do olhar sobre si mesmo. O método é subjetivo, baseado no senso comum, na trajetória pessoal de um sujeito. Por meio da trajetória escolar do sujeito da pesquisa, pode-se destacar duas instituições de ensino estratégicas na educação de cegos no município: o Educandário para Cegos São José Operário, instituição filantrópica, de orientação católica; e o Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert, instituição da rede pública estadual de ensino. A história de vida do sujeito da pesquisa trouxe contribuições significativas para a compreensão do processo local de escolarização dos cegos. 

Palavras-chave: História de vida; História da Educação; Educação Especial

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