EPILEPSIA, MICROPOLÍTICAS E INCLUSÃO: O SENTIDO DA DOCÊNCIA PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA POSSÍVEL

Matheus Modesto de Azevedo

Resumo


Os tensionamentos e/ou inquietudes presentes na escola como relações
que ressaltam a complexidade do lidar são parte inerentes àquela natureza. Esse
trabalho retoma o sentido da docência numa tentativa de sublinhar a dimensão
pedagógica articulada ao contexto da sala de aula. Nesse sentido, o foco de
nossos estudos abre-se a análise da responsabilidade docente frente a acolhida de
uma criança com epilepsia na escola pública do ensino regular. A necessária
reflexão acerca da inclusão diante da diversidade na escola numa tentativa de
descontruir estigmas (Goffman, 1963), torna possível a inclusão como um novo
paradigma (Mantoan, 2000), que fundamenta a educação como um direito
subjetivo, enfraquecendo mecanismos exclusivos e segregatórios antes
imperativos. As micropolíticas em Deleuze e Guattari (2012) numa tentativa de
traçar um caminho de afetividade e efetividade tecem o cotidiano tornando possível
uma escola que enxerga nas diferenças espaço mediador e promotor do diálogo

(Rodrigues, 2013). Numa proposta de caráter qualitativo, essa pesquisa adjetivou-
se como um Estudo de Caso, por consolidar um estudo com mais profundidade de

investigação (Goode E Hatt, 1973). Como resultado, enxergamos no papel docente
a fonte transformadora do espaço escolar em palco significação das subjetividades
e campo de enfrentamento constante para a construção de uma escola inclusiva
capaz de produzir saúde, vida e conhecimento. Crianças com epilepsia constituem
um desafio para a escola, mas sobretudo para o contexto cotidiano da sala de aula,
no entanto, demonstramos a possibilidade de alunos com essas singularidades
frequentarem a sala de aula e terem sucesso em seus estudos.
Palavras-Chave: Epilepsia. Micropolíticas. Inclusão.


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