CONSTRUINDO OLHARES E PRÁTICAS NÃO MEDICALIZANTES EM EDUCAÇÃO E SAÚDE: EXPERIÊNCIAS DE PARCERIAS COM UM PROJETO DE EXTENSÃO Jair

Jair Ronchi Filho, Elizabete Bassani, Débora Nascimento de Oliveira, Beatriz Pombo Spinassé Duarte

Resumo


Estudos constatam a existência de grande procura por atendimento
para alunos de escolas públicas em Unidades de Saúde em regiões brasileiras.
Essas crianças e adolescentes muitas vezes são encaminhadas devido à queixa
escolar. A resposta dominante dos serviços de saúde é o diagnóstico de diversos
transtornos e prescrição de medicação, sendo o medicamento mais prescrito o
Metilfenidato. O Brasil está em segundo lugar no mundo no consumo dessa
substância. Dados da cidade de Vitória são preocupantes, pois se
considerarmos a venda por Unidades Físicas Distribuídas (UFD) a cada 1.000
habitantes, nossa capital fica em terceiro lugar no Brasil. Diante desses dados,
desenvolvemos um projeto de extensão que teve início em 2016, com o objetivo
de promover estudos, pesquisas e formação de professores de escolas públicas
localizadas na região da Grande Vitória, assim como de profissionais de saúde
e estudantes de cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal
do Espírito Santo (Ufes) e de outras instituições de ensino. Realizamos
encontros de estudos tendo como tema a Medicalização da Educação.
Organizamos palestras, congressos, seminários e realizamos convênios com
instituições locais e nacionais. Participamos de reuniões com equipes de
secretarias estaduais e municipais.
Palavras-chave: Práticas Desmedicalizantes. Medicalização da Educação.
Formação Profissional. Despatologização.


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