O HOMEM COMO SER VIVO E COMO SUJEITO: REFLEXÕES SOBRE A PSICANÁLISE NO CAMPO DA SAÚDE A PARTIR DE UMA NARRATIVA CLÍNICA

ANA AUGUSTA WANDERLEY RODRIGUES DE MIRANDA, Ana Paula Lontra Marques

Resumo


A inserção da psicanálise no campo da saúde torna necessário questionar quem é o sujeito representado numa e noutra prática. Haveria uma coincidência entre o sujeito da saúde e o sujeito do desejo da psicanálise?  O acesso à saúde vem atrelado ao discurso da conquista de direitos por um sujeito convidado a ser protagonista das ações que lhe dizem respeito. Pretende-se que ele seja alvo de um cuidado integral, pois o sujeito saudável é imaginariamente concebido como aquele que reflete uma integridade. Mesmo que se o reconheça como multifacetado, os cuidados com sua saúde visarão abarcar o todo.  A esse bem compulsório pode por vezes se opor o desejo inconsciente de um sujeito dividido pelo advento da linguagem. A subversão do sujeito, proposta pela psicanálise, traz uma possibilidade de reflexão diante de experiências de embaraço nas quais o sujeito pode recusar-se à ética do bem-viver e do bem-estar, tal como se demonstrará a partir de uma narrativa clínica.

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