De Romano a Vicente: identidades em processo na narrativa cabo-verdiana dos séculos XX e XXI

Eidson Miguel da Silva Marcos

Resumo


No decorrer do século XX, a construção, ou releitura, de uma identidade nacional marcou a trajetória de vários países africanos, então sob tutela colonial, a exemplo do arquipélago de Cabo Verde. A literatura, nesse contexto, se converteu em um campo fecundo para o desenvolvimento de projetos identitários e respectivas discussões dos problemas inerentes às realidades desses países, como atestam romances do porte de Famintos, do cabo-verdiano Luis Romano. Projetos esses alinhados ao pensamento de figuras como Amílcar Cabral, um dos grandes articuladores do movimento pela independência de Cabo Verde e Guiné Bissau, cuja atuação e pensamento problematizaram a desigualdade política, econômica e diferenças étnicas entre as classes sociais e as nações dentro e fora da África.


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