Abry (2003): imagens e memórias sobreviventes

  • Rodrigo Capistrano Universidade Federal do Cariri
Palavras-chave: cinema, imagens de arquivo, memória, montagem

Resumo

O presente artigo pretende investigar as principais etapas de realização e alguns desdobramentos do filme Abry, média-metragem dirigido por Joel Pizzini no ano de 2003. O documentário é construído a partir do discurso da mãe do cineasta Glauber Rocha, Lúcia, que, aos 84 anos de idade, interna-se num hospital para fazer exames no coração. Ao receber a notícia sobre o risco de vida que corria ela descreve a sua trajetória e a do Tempo Glauber, instituição criada por ela para reunir e divulgar a obra completa de Glauber Rocha, audiovisual e escrita. Reunindo grande variedade de imagens de arquivo, Abry articula os mecanismos da memória e montagem, criando e recriando documentos históricos, atribuindo–lhes novas percepções e sentidos.

Biografia do Autor

Rodrigo Capistrano, Universidade Federal do Cariri

Professor efetivo do curso de História da Universidade Federal do Cariri (UFCA). Graduado em História pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Mestre em Estudos de Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutorando em História Social da Universidade Federal do Ceará (UFC). E-mail: rodrigo.capistrano@ufca.edu.br


Publicado
2016-12-28
Como Citar
Capistrano, R. (2016). Abry (2003): imagens e memórias sobreviventes. Revista Do Colóquio, 6(11), 11-25. Recuperado de http://periodicos.ufes.br/colartes/article/view/14642