Sensibilização do público na Estruturação do Self de Lygia Clark

Eduardo Augusto Alves de Almeida, Eliane Dias de Castro

Resumo


As proposições sensoriais de Lygia Clark deslocaram o objeto da sua arte para a reativação do corpo como meio de apropriação perceptiva do mundo. O público passou a ser coautor da experiência artística, poética ou "sensível", participando ativamente do processo de criação da obra. Nos últimos dez anos de sua trajetória, Lygia aprofundou essa linha de trabalho com a Estruturação do Self, que teve na estimulação sensória dos corpos seu viés principal. Por meio da incorporação de objetos e processos criativos, assumiu uma posição política questionadora, além de buscar na sensorialidade um meio de tornar possíveis modos de existência diversos. Este artigo discute as ressonâncias do seu percurso na relação com o público e na história da arte. Aponta as interlocuções que sustentaram sua pesquisa, apresenta mobilizações no âmbito social e na aproximação da arte com processos de vida.


Palavras-chave


Experiência estética; Arte contemporânea; Lygia Clark; Arte e clínica; Estruturação do Self

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