http://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/issue/feedEstudos Nietzsche2019-12-16T16:04:38-03:00Antonio Edmilson Paschoalantonio.paschoal@yahoo.com.brOpen Journal SystemsA Estudos Nietzsche é uma revista temática que publica semestralmente artigos, resenhas e traduções relacionados ao pensamento nietzschiano, visando à divulgação da pesquisa nacional e internacional e ao debate sobre a filosofia de Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/28219Expediente2019-12-16T16:04:32-03:00Antonio Edmilson Paschoalrevista.estudosnietzsche@gmail.com2019-12-13T18:37:45-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/28220Editorial2019-12-16T16:04:33-03:00Ernani Chavesernanic6057@gmail.com<p>Esta edição da revista <em>Estudos Nietzsche</em> apresenta, na diversidade dos temas dos artigos que a compõe, uma amostra significativa do que estamos produzindo no Brasil acerca do pensamento de Nietzsche, além de trabalhos de eminentes intérpretes internacionais.</p>2019-12-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/21224Gaya scienza e gai saber na filosofia de Nietzsche2019-12-16T16:04:33-03:00Giuliano Campionigiuliano.campioni@gmail.comLeonardo Camargo da Silvalc.silva@hotmail.com<p>O artigo ocupa-se da presença da <em>gaya scienza</em> ou do <em>gai saber</em> provençal na filosofia de Nietzsche. Abrangendo um arco de texto que vai desde a correspondência, passando pelas obras publicadas e chegando aos fragmentos póstumos, o autor reconstitui a apropriação nietzschiana da cultura provençal. Por meio do cotejamento das fontes da biblioteca pessoal do filósofo, põe-se à luz a tessitura dos textos e mostra-se o caráter mediterrâneo, latino, da filosofia de Nietzsche e sua afirmação do Sul contra o Norte e a cultura germânica.</p>2019-12-13T18:50:12-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/21220A arte na “gaia ciência” de Nietzsche2019-12-16T16:04:34-03:00André Itaparicaitapa71@gmail.com<span>A “gaia ciência” de Nietzsche expressa uma espécie de conhecimento que, compreendendo o elemento “estético” presente em toda apreensão humana do mundo, une arte e ciência num empreendimento que não separa fato e valor, o âmbito teórico do prático. A partir da interpretação da primeira edição de <em>A gaia ciência</em>, pretendemos explicitar o elemento estético que Nietzsche encontra na ciência, para enfim mostrar como o procedimento científico é para ele, também, tanto um <em>êthos</em>(a probidade intelectual) quanto um <em>pathos </em>(a paixão do conhecimento).</span>2019-12-13T18:51:41-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/23324O problema do sentido do sofrimento2019-12-16T16:04:34-03:00Hailton Felipe Guiomarinohailton_50@hotmail.comO artigo examina o assim chamado “problema do sentido do sofrimento”, formulado no FP 1888, 14 [89] e que trata do antagonismo entre o “sentido cristão” e o “sentido trágico”. A caracterização do problema será feita mediante a explicitação de três aspectos formais que atuam na constituição geral de suas teses: o contexto temático religioso, a linguagem da fisiologia e o uso de uma noção agonística de antagonismo. Para cada um será destinada uma seção que visará mostrar sua função na estratégia argumentativa nietzschiana. Num quarto momento, a convergência dos três elementos mostrará que a linguagem da fisiologia fornece a Nietzsche não somente um léxico, mas um procedimento investigativo heurístico, o qual, aplicado às valorações religiosas da existência, revela sua gênese em justificações antagônicas do sofrimento. Identificando o tema da justificação como o cerne que propriamente caracteriza o problema do sentido do sofrimento, a sua análise distinguirá dois significados pelos quais se pode justificar o sofrimento: um significado ideal de justificação, ligado a um tipo de sofredor, cuja debilidade fisiológica necessita da ficção de um além-mundo para fins de consolo e narcotização; e um significado trágico, reservado para os tipos de superabundância de forças, cuja afirmação jubilosa da existência justifica o sofrimento no próprio curso do vir-a-ser, na criação e renovação contínuas da vida. Concluir-se-á com considerações acerca da possibilidade de trabalhar o problema do sentido do sofrimento como hipótese interpretativa para uma crítica da modernidade.2019-12-13T18:44:31-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/21313Quem é o 'indivíduo soberano'? Nietzsche sobre a liberdade2019-12-16T16:04:35-03:00Brian Leitercaiusbrandao@gmail.comCaius Brandãocaiusbrandao@gmail.com<p>O texto <em>Who is the ‘sovereign individual’? Nietzsche on freedom,</em> de Brian Leiter, foi originalmente publicado em 2011, pela Cambridge University Press, como um capítulo do livro <em>Nietzsche's On the Genealogy of Morality. A Critical Guide</em>, organizado por Simon May. O filósofo norte-americano Brian Leiter é professor da University of Chicago e diretor do Center for Law, Philosophy & Human Values dessa universidade. Autor de uma vasta produção acadêmica, particularmente, nas áreas da filosofia moral, política e jurídica, Leiter é reconhecido internacionalmente como um dos mais renomados estudiosos de Nietzsche, no âmbito da recepção anglo-saxônica das obras do filósofo alemão.</p> <p> Neste texto, primeiramente, Leiter questiona o consenso entre os intérpretes contemporâneos de Nietzsche, de acordo com o qual o indivíduo soberano serviria para confirmar uma suposta teoria positiva da liberdade na filosofia do pensador alemão. Para contrapor este entendimento, o professor da Universidade de Chicago se propõe a analisar duas alternativas que ajudariam a deflacionar as interprestações correntes desta figura enigmática do “souveraine Individuum”, a qual aparece somente uma vez na <em>Genealogia da moral</em>. A primeira leitura possível seria a de compreender este trecho da obra sob a chave da ironia. A segunda seria a de considerar que, na verdade, o indivíduo soberano representaria o ideal de um <em>self</em> moderno, caracterizado por uma espécie de autodomínio.</p> <p> Em seguida, Brian Leiter lembra que existem suficientes evidências do ceticismo nietzschiano no que tange à liberdade da vontade e à responsabilidade moral. A partir de citações diretas de obras da filosofia madura de Nietzsche, Leiter explica que a negação da causalidade da vontade humana é a chave para compreender esse ceticismo, e o caminho que o leva a postular o fatalismo, reconhecido como <em>amor </em><em>fati</em>, e negar o compatibilismo defendido por grande parte dos intérpretes contemporâneos. Aqui, um dos argumentos centrais de Leiter é que Nietzsche utiliza os conceitos de liberdade e de livre-arbítrio em sentido revisionista, promovendo o que Charles Stevenson chama de<em> definição persuasiva da liberdade</em>. Leiter, conhecido particularmente pela associação de Nietzsche ao naturalismo, conclui então que a necessidade de tornar o filósofo mais ameno aos delicados leitores modernos esclarece o consenso contemporâneo em torno da interpretação de um Nietzsche que supostamente defenderia uma teoria positiva da liberdade humana.</p>2019-12-13T18:48:45-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/24333Ficcional, demasiado ficcional: o “personagem Nietzsche” nos prefácios de 18862019-12-16T16:04:36-03:00Antonio Edmilson Paschoalrevista.estudosnietzsche@gmail.com<span>Até que ponto o artista pode ser separado de sua obra? A ambiguidade dessa relação é o tema deste artigo cujo título é uma paródia da obra de Nietzsche de 1878, <em>Humano, demasiado humano</em>. Concordando com o título daquele livro, o propósito deste artigo é reiterar que, de fato, as coisas mais importantes que temos, como é o caso da filosofia, derivam de coisas “demasiado humanas”, dentre as quais, porém, cabe ressaltar, encontra-se a fantasia e a ficção. Assim, tomando como material de trabalho os prefácios de 1886, textos nos quais a contingência humana é reivindicada como elemento central para a produção filosófica, pretendemos mostrar a circularidade existente entre autor e obra, inclusive quando essa circularidade é objeto de reflexão nos prefácios. A tese básica defendida é que o autor em pauta não seria um sujeito que produz a obra e responde por ela, mas, ele mesmo, uma invenção necessária, uma parte indispensável da ficção que, por sua vez, é parte indispensável da vida.</span>2019-12-13T18:40:30-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/25274Narratividade, síntese e distância nas fotografias de Nietzsche2019-12-16T16:04:37-03:00Fabiano Lemosfabianolemos@gmail.com<p>O artigo propõe uma tipologia das estruturas narrativas que atravessam as fotografias com que Nietzsche se retratou ao longo de sua vida, definindo-as de acordo com os processos identitários que elas constroem, tanto no nível pictográfico quanto no nível dos modos de recognoção social, cultural e institucional. A partir dessas problematizações em torno da identidade, se pretende discutir como Nietzsche compreendeu as complexas relações entre a elaboração de uma narratividade em geral e a facticidade do mundo, avaliando a hipótese de que existem dois modelos nesse sentido – um sintético, que favorece a apresentação de um todo semiológico, e um outro, que insiste na distância crítica e nos processos de falsificação inerentes à nossa experiência do mundo.</p>2019-12-13T18:36:39-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/21641Um “homícidio nietzschiano”. Reflexões sobre equívocos interpretativos na contemporaneidade2019-12-16T16:04:37-03:00Stefano Busellatostefano.busellato@gmail.com<p class="GENResumo"><span lang="PT-BR">O texto aborda os preconceitos que recaem sobre a reflexão anti-moral de Nietzsche e que, em diversas ocasiões, podem levar a considerar a filosofia nietzschiana como perversa ou até mesmo criminosa. Por meio da análise do niilismo e do colapso da moral tradicional, mostra-se como a posição nietzschiana é bem mais articulada, quando não contrária, do que o sustentado por algumas interpretações, tanto bem-sucedidas como precipitadas.</span></p>2019-12-13T18:46:11-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzschehttp://periodicos.ufes.br:80/estudosnietzsche/article/view/28218Resenha de RÉE, Paul. A Origem dos Sentimentos Morais. Trad. André Itaparica e Clademir Araldi. São Paulo: Ed. da Unifesp, 2018. 2019-12-16T16:04:38-03:00Jonas Faccinjonas_faccin@hotmail.com<p>A tradução realizada por André Itaparica e Clademir Araldi de <em>A Origem dos Sentimentos Morais </em>(<em>Der Ursprung der moralischen Empfindungen</em>), de Paul Rée, figura como imprescindível não apenas à compreensão do autor em suas articulações ao tema da moral, por si só já relevante, mas também e, sobretudo, ao entendimento da construção filosófica de Nietzsche, especialmente as obras <em>Humano, demasiado humano</em> (1878) e <em>Genealogia da Moral </em>(1887), cujas ideias – tanto consonantes quanto dissonantes – dialogam, em grande medida, com a filosofia de Rée. </p>2019-12-13T18:53:35-03:00Copyright (c) 2019 Estudos Nietzsche