Uma leitura sobre o homem crioulo no livro Midju di Fogu

Pedro Andrade Matos

Resumo


O objetivo da minha breve intervenção é realizar uma leitura sobre o homem crioulo, especialmente, o homem da ilha do Fogo (djarfogu), no meu livro de poesia: Midju di Fogu – Azágua e outras memórias de Cabo Verde, publicado em 2011, pela Editora e Livraria Nandyala.
Para tratar desse assunto, reporto-me a uma das primeiras tentativas literárias cabo-verdianas, por meio da Revista Claridade (1930-1960), para se imaginar e pensar o homem crioulo e a identidade cabo-verdiana. Porém, isso me obriga a criar um panorama, antecedente, com o foco em alguns elementos do colonialismo europeu na África, essencialmente, em como essa política se apresentou ao povo dos países africanos. Trata-se de uma forma de arrecadar substratos conceituais e teóricos que iluminarão uma interpretação europeia sobre o trópico e o homem que ali habitava. Esse recuo é importante, pois ao reservar essa noção podemos confrontá-la com a da geração do modernismo cabo-verdiano. Por outro lado, constituir-se-á em um plano macro para introduzir o objetivo do livro Midju di Fogu, que tangencia hábitos, estilos e maneira de ser do povo da ilha do Fogo, pincelados também pela minha vivência e experiência, como um filho desta ilha.


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