Jovens com deficiência intelectual nas representações sociais de professores de ensino médio

  • Kátia Rosa Azevedo Professora da Secretaria de Estado de Educação do DF atuando na Gerência Regional de Educação Básica, na área de educação inclusiva.
  • Teresa Cristina Siqueira Cerqueira Docente da Universidade de Brasília na Faculdade de Educação exercendo atividades de ensino, pesquisa e extensão tanto na Graduação como no Programa de Pós Graduação em Educação; possui experiência na área de Psicologia Educacional, com ênfase em Psicologia Social na Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: representações sociais, estilos de aprendizagem, formação de professor, autoconceito e subjetividade.

Resumo

DOI: 10.12957/psi.saber.soc.2015.8049

RESUMO: A presente pesquisa teve como objetivo investigar as representações sociais dos professores de ensino médio das escolas públicas de Brasília sobre a inclusão de alunos com deficiência intelectual (DI) e relacioná-la à formação desses professores. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritivo-interpretativa. Os dados foram obtidos a partir da aplicação do questionário de associação livre de palavras a 115 professores de 11 escolas públicas e procedemos à análise prototípica desses dados com auxílio do software Evoc. Essa análise foi realizada inicialmente com todos os 115 professores e, posteriormente, apenas com aqueles que declararam ter formação em educação inclusiva. Concluímos que as representações sociais de professores estão objetivadas no binômio legítimo, porém, difícil. Assim, o aluno com DI é representado como especial, porém, imperceptível, discriminado e gera desafio e dificuldade para o professor, que se sente despreparado. Essa representação contrasta com a representação social específica de um subgrupo de professores que apresenta formação continuada em educação inclusiva. Para esse subgrupo, o aluno com DI é constituído de necessidades, mas também de potencialidades. Ele é representado como capaz e dificuldade. Os resultados indicam que a informação advinda do curso de formação é valorizada na representação social, contudo, ela adquire sentido não só em função dos elementos cognitivos, mas também dos elementos afetivos.

Palavras-chave: representação social; inclusão; deficiência intelectual; ensino médio.

ABSTRACT: This study aimed at investigating the social representations of high school teachers from public schools of Brasilia about the inclusion of students with intellectual disabilities and relate those representations with the training courses of these teachers. Our theoretical framework is based on Social Representations Theory and educational inclusion literature. We applied the free association questionnaire to 115 teachers from 11 public schools and proceed to the analysis of these empirical data using the software Evoc. This analysis was initially performed with all 115 teachers and later, only with those who had training courses in inclusive education. Results indicated that teachers´ social representations is objectified in the binomial legal, however, difficult. Thus, students with intellectual disabilities are represented as special, however, imperceptible. They represent challenge and difficulty for teachers who feel unprepared and unmotivated to make changes. This representation contrasted, however, with the social representation of a specific subgroup of teachers who had specific training during under graduation in inclusive education. For this subgroup, students with intellectual disabilities consists of needs, but also of possibilities, so they were represented as capable and difficult. Results indicated that information from the courses  is important in that social context, however, it made sense not only in terms of the cognitive but also to affective elements.

Keywords: social representation; inclusive education; intellectual disabilities; high school.

 

Biografia do Autor

Kátia Rosa Azevedo, Professora da Secretaria de Estado de Educação do DF atuando na Gerência Regional de Educação Básica, na área de educação inclusiva.

Possui Mestrado em Educação pela Universidade de Brasília (UnB) no eixo: Subjetividade e Representações Sociais nos Espaços Educativos;  Especialista em Língua e Comunicação  e  em Terapia Conjugal e Familiar ; tem graduação  em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Brasília (UCB); e em Letras pelo UniCeub.

Teresa Cristina Siqueira Cerqueira, Docente da Universidade de Brasília na Faculdade de Educação exercendo atividades de ensino, pesquisa e extensão tanto na Graduação como no Programa de Pós Graduação em Educação; possui experiência na área de Psicologia Educacional, com ênfase em Psicologia Social na Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: representações sociais, estilos de aprendizagem, formação de professor, autoconceito e subjetividade.
Doutora em Psicologia Educacional pela Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP; Mestre em Psicologia na área de concentração Psicologia Social e da Personalidade pela Universidade de Brasília; Psicóloga, bacharel e licenciada em Psicologia.
Publicado
2015-07-20
Seção
Estudo Empírico