Uma nota a Catulo 8 e 58: a fragmentação do ego e a vulgarização de Lésbia

Paulo Martins

Resumo


Um aspecto diferencial da poética de Catulo, que será seguido
por outros poetas, é a utilização de seu próprio nome em sua poesia,
apresentando-o um ego “plurívoco” como foi mostrado por Greene (1995),
isto é, esse ego pode emergir da poesia na primeira pessoa do singular ou
plural, na segunda pessoa do singular ou na terceira pessoa do singular.
Esta suposta “inconsistência” gramatical não indica um uitium elocutionis
contra a puritas ou a latinitas do discurso poético, ao contrário, deve ser
lida como uma uirtus poética que é operada na estrutura argumentativa
da coleção, ainda que possamos identificar nesse corpus um único livro,
ou três. Este artigo tem o objetivo de aferir como podemos ler este fato
linguístico em função de uma estrutura argumentativa que visa a sustentar
o desenho da persona poética Lésbia na narrativa da coleção de Catulo.


Palavras-chave


Catulo 8; Catulo 58; Ego plurívoco; Lésbia; Vulgarização.

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DOI: https://doi.org/10.17648/rom.v0i6.11975

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