Representações da vida cotidiana no Império romano: cultura, sexo e religião em Pompeia (século I d.c.)

Irlan de Sousa Cotrim

Resumo


O presente artigo tem por objetivo discutir, à luz da historiografia mais recente, como a predominância de grafites e de pinturas parietais nas construções pompeianas se relaciona com a cultura e com a religião das camadas mais populares que compunham o vasto Império Romano do século I d. C.. Para tanto utilizaremos como documentação primária a cultura material encontrada em Pompeia durante suas escavações, como pinturas parietais (sobretudo nas casas e no Lupanar, um prostíbulo da cidade), bem como algumas representações de deuses do panteão pompeiano como o deus Priapo e a deusa Vênus, sendo que era considerada guardiã de Pompeia. Também analisaremos alguns exemplos de epigrafia contidos nas paredes de construções antigas, para compreendermos o conceito de amor na Antiguidade, buscando compreender as relações sexuais entre homens e mulheres como um continnum, o conceito de cinaedus, bem como as relações homófilas, tudo isso dentro da cultura de Pompeia.

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