Elites luso-brasileiras: um diálogo entre as elites portuguesas, brasileiras e capixabas nos séc. XVI e XVII e a elite de Itapemirim-ES no séc. XIX

Laryssa da Silva Machado

Resumo


A Coroa Portuguesa trouxe para o Brasil, e outras regiões do seu vasto império, sua estrutura administrativa. Isso fez com que surgisse, no vasto território brasileiro, uma elite administrativa, ligada a terra, inicialmente e ao comércio ultramarino. As Câmaras Municipais eram as instituições onde essas elites locais consolidavam seu poder, pedindo reconhecimento ao rei por suas feituras em seu nome. Com a independência, as Câmaras tiveram uma alteração na sua estrutura, mas não em sua importância no poder local. Os membros da elite local viam nas Câmaras a maneira de demonstrar na sociedade local seu poder político e econômico. Na Vila de Itapemirim-ES, a Câmara fundada em 1815 serviu de palco para vários membros da elite, que em sua maioria, eram proprietários de terras e escravos, e se revezavam na administração da Vila. Muitos ocuparam cargos de destaque na Província, como o Barão de Itapemirim e o Comendador João Nepomuceno Gomes Bittencourt. Assim, este artigo pretende fazer um diálogo entre as elites portuguesas, brasileiras e capixabas, nos séculos XVI e XVII, com a elite itapemerinense no século XIX.


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