ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE REDUZIDA DE PESSOAS NOS ESPAÇOS DOS CAMPI UNIVERSITÁRIOS DE FEDERAÇÃO/ONDINA DA UFBA: DIAGNÓSTICOS

Resumo

Este artigo tem o objetivo de descrever e explicar as condições de acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida dos campi da Federação/Ondina na UFBA/Salvador-BA, com base em documentos e na legislação em vigor do Brasil. Foi realizada revisão bibliográfica de análise de documentação e de projetos técnicos de órgãos de engenharia da UFBA que trabalham a temática, bem como o trabalho de campo. A partir desses trabalhos foram verificadas propostas de ampliação e de revitalização dos acessos arquitetônicos/urbanísticos das áreas externas dos campi. Com base nesses estudos foi elaborada uma planta temática representando a situação das rotas acessíveis, podendo-se esboçar, como resultado final, um diagnóstico da situação atual dos campi, com relação à acessibilidade e mobilidade de pessoas nesse espaço.

Biografia do Autor

Tairony Oliveira Sousa, UNIVERSIDADE FEDERAL DE BAHIA
RESUMO Este artigo tem o objetivo de descrever e explicar as condições de acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida no espaço aberto dos campi universitários de Federação/Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), localizados na cidade do Salvador, com base em documentos e na legislação em vigor sobre as políticas de acessibilidade a nível dos governos federal, estadual e municipal. Como procedimento teórico-metodológico foi feita uma revisão bibliográfica de textos (artigos, dissertações, teses), cartilhas, análise de documentação e de projetos técnicos de órgãos de engenharia da UFBA que trabalham a temática, bem como o trabalho de campo. A partir desses trabalhos, efetuados por profissionais de arquitetura e urbanismo, foram verificadas propostas de ampliação e de revitalização dos acessos arquitetônicos/urbanísticos das áreas externas dos campi. Com base nesses estudos, projetos e no trabalho de campo foi elaborada uma planta temática representando a situação das rotas acessíveis (calçadas, escadas, estacionamentos, rampas, vias principais e acessos, faixas de pedestres), podendo-se esboçar, como resultado final, um diagnóstico da situação atual dos campi, com relação à acessibilidade e mobilidade de pessoas nesse espaço.

Referências

ABNT (2004, 2015) NBR9050. Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro, RJ.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição 1988: Texto Constitucional de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais no 1/92 a 22/99 e Emendas Constitucionais de Revisão no 1 a 6/94. ed. atual. em 1999. Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, 1999. 361 p.

BRASIL. Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3298.htm. Acesso em: 27 ago. 2018.

BRASIL. Decreto Nº 6.096, de 24 de abril de 2007. Institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6096.htm>. Acesso em: 9 de setembro de 2018.

CÂMARA, Marcos Paraguassú de Arruda. História da configuração espacial da UFBA. Salvador: ARQ/UFBA, 2004. Circulação interna.

CAVALCANTE, Marília Moreira. Acessibilidade integrada: proposta de módulo de integração para avaliação, execução e implantação do desenho universal. 2012. 000f. Tese(Doutorado) – Universidade Federal da Bahia. Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Salvador, 2012.

CIANTELLI, Ana Paula Camilo; LEITE, Lúcia Pereira. Ações exercidas pelos núcleos de acessibilidade nas Universidades Brasileiras. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 22, n. 3, 2018, p. 413-428.

DAXENBERGER, Ana Cristina Silva (Coor.). Relatório técnico: análise das condições de acessibilidades para a comunidade acadêmica com necessidades especiais no centro de ciências agrárias (CCA- UFPB), Campus ii, Areia-PB, 2016.

EMMEL, E. M. G; CASTRO, C. B. Barreiras arquitetônicas no campus universitário: o caso da UFSCAR. In: MARQUEZINI, M. C. et al. (Org.). Educação física, atividades lúdicas e acessibilidade de pessoas com necessidades especiais. Londrina: UEL, 2003. p. 177-183. (Coleção Perspectivas Multidisciplinares em Educação Especial. v. 9).

FONTES, Antonio Nelson Dantas. Breve histórico dos campi da Universidade Federal da Bahia. 2010. 192 f. Dissertação (Mestrado)  Universidade Federal da Bahia. Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Salvador, 2010.

LAMÔNICA, D. A. C. et al. Acessibilidade em ambiente universitário: identificação de barreiras arquitetônicas no campus da USP de Bauru. Rev. Bras. Educ. Espec. v. 14, n. 2, p. 177-188, 2008.

MACEDO, Adilson Costa. O desenho do campus universitário. Revista Projeto, Brasília: nº 93, p. 96-98, 1988.

NOGUEIRA, Ruth Emília (Org.). Motivações hodiernas para ensinar Geografia: representações do espaço para visuais e invisuais. Florianópolis: [s.n], 2009. 252 p.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação, São Paulo, p. 10 -16, Ano XII, mar./abr. 2009.

SUMAI. SUPERINTENDÊNCIA DE MEIO AMBIENTE E INFRAESTRUTURA. Projeto Campus UFBA Acessível, vinculado ao Núcleo de Gerenciamento da Mobilidade Acessível (NGMA) da Coordenação de Planejamento, Projetos e Obras (CPPO). 2015.

Publicado
2019-12-02
Seção
GT-5: Mobilidade, migração e espaço urbano