DE QUE TEMPO É ESTE LUGAR? OU SOBRE A PERSISTÊNCIA DAS FORMAS URBANAS EM VITÓRIA

  • Flavia Ribeiro Botechia PREFEITURA DE VITÓRIA

Resumo

Neste artigo, que deriva de investigação de Doutorado desenvolvida na Universidade [OCULTADO PARA AVALIAÇÃO AS CEGAS] propõe-se apresentar a estrutura da pesquisa desenvolvida acerca da persistência das formas urbanas, detalhando os principais aspectos teóricos que deram suporte à construção (e verificação) das hipóteses e os resultados obtidos. Com este objetivo, o artigo está organizado em duas partes: na primeira, serão apresentados autores seminais referentes à temática sugerida percorrendo exemplos de estudos europeus e latino americanos. Na segunda parte o objeto empírico, o Eixo Maruípe será apresentado em uma linha do tempo regressiva percorrendo os períodos históricos brasileiros, em cada um dos quais foram analisadas fontes documentais cartográficas e textuais, assim como explicitar a discussão teórica produzida.

Biografia do Autor

Flavia Ribeiro Botechia, PREFEITURA DE VITÓRIA
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (1997), mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo. Desenvolve pesquisas com ênfase no campo teórico da morfologia urbana. É funcionário estatutário da Prefeitura Municipal de Vitória desde 2002.

Referências

[AUTOR, 2014]

CONZEN, M.R.G. Alnwick, Northumberland: a study in town plan analysis. Londres: Institute of British Geographer, 1960.

______. Thinking about urban form. Papers on Urban Morphology, 1932-1998. Oxford: Peter Lang Publishers, 2004.

DIAS COELHO, C. (org.). Cadernos de Morfologia urbana: o tempo e a forma. Volume 2. Lisboa: Argumentum, 2014.

ESPÍRITO SANTO (Província). Presidente (1849-1851: Filippe Leal). Relatório com que o Exm. Sr. Filippe José Pereira Leal Presidente da Província do Espírito Santo abriu a sessão ordinária da respectiva Assembléia Legislativa, no dia vinte e cinco de julho do corrente ano. Vitória: Typ. Capitaniense de Pedro Antonio D´Azeredo, 1850.

HOLANDA, S. B. de. Caminhos e fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

KOK, G. Vestígios indígenas na cartografia do sertão da América portuguesa. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 17, n.2, p. 91-109, 2009.

KOSTOF, S. The city shaped: urban patterns and meanings through History. London: Thames & Hudson, 1999/2009.

KROPF, K. Aspects of urban form. Urban Morphology, v. 13 (2), p. 105-120, 2009.

LAVEDAN, P. Qu´est-ce que l´urbanisme? Paris: Henri Laurens, 1926.

MORRIS, A. E. J. Historia de la forma urbana. Barcelona: Gustavo Gilli, 1979.

PEROTA, C. Sítios arqueológicos e acervo pré-histórico no Espírito Santo. Revista Fundação Jones dos Santos Neves, Vitória, Ano II, n.4, p. 19-20, 1979.

PINON, P. Défense et illustration de la “Loi de persistance du plan": le problème de la survivance du tracé des rues dans les villes françaises d’origine antique. En: BALLET, P. et al. (orgs.). La Rue dans l’Antiquité: définition, aménagement, devenir. Rennes: Universitaires de Rennes, 2008. p.129-140.

PORTAS, N. Os tempos das formas: a cidade feita e refeita. Guimarães: Universidade do Minho, 2005.

RUBIM, F. A. Memórias para servir à história até ao anno de 1817 e breve noticia estatística da Capitania do Espírito Santo, porção integrante do Reino do Brasil, escriptas em 1818, e publicadas em 1840 por hum capixaba. Lisboa: Imprensa Venesiana, 1840-2003.

SARTORIO, E. A. A trilha sagrada: anatomia histórica das estradas. Vitória: Ed. do autor, 2007.

Publicado
2019-12-06
Seção
GT-8: Geografia histórica urbana