LEITURAS SOBRE A AUTOCONSTRUÇÃO NA FORMAÇÃO DAS PERIFERIAS DE UMA SÃO PAULO EM METROPOLIZAÇÃO

Resumo

O texto apresentado busca discutir as interpretações que se tornaram canônicas sobre a prática da autoconstrução que se tornou a forma hegemônica de acesso à moradia por parte da classe trabalhadora urbana em São Paulo a partir da década de 1950, explorando os limites de cada uma destas interpretações à luz do sentido crítico da modernização e da crítica da forma mercadoria.

Biografia do Autor

Daniel Manzione Giavarotti
Doutor (2018) e mestre (2012) pelo PPGH - USP, com estágio de pesquisa na University of Chicago (de novembro de 2016 a agosto de 2017) sob a supervisão do professor Moishe Postone, todos financiados pela FAPESP. Integrante do grupo de estudos de crítica do valor-dissociação do LABUR (Laboratório de Geografia Urbana) da USP. Se dedicou a estudar em seu mestrado temas como migração, mobilidade do trabalho, urbanização, autoconstrução, família e modernização brasileira, tendo como ponto de partida o estudo sobre a formação de um loteamento periférico localizado na Zona Sul da metrópole de São Paulo. No doutorado deu continuidade aos estudos sobre esse mesmo loteamento, todavia lidando com questões relativas àquelas do trabalho produtivo e improdutivo, o conceito de dinheiro, crédito e capital fictício, devido às próprias transformações observadas na reprodução do loteamento, indicando transformações notáveis na forma de incorporação das populações periféricas ao circuito global de reprodução do capital.
Publicado
2019-12-06
Seção
GT-9: A produção do urbano: abordagens e métodos de análise