UMA LEITURA GEOGRÁFICA DA CIDADE DE IGUATU-CE A PARTIR DO ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO DE “O CÉU DE SUELY”

Autores

  • Marcos Antonio da Silva Ferreira Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Resumo

O filme, a pintura, a música, a literatura e as múltiplas linguagens que a arte é capaz de expressar são capazes de produzir diversas leituras sobre a cidade. Esse trabalho propõe uma em particular: entender como a cidade de Iguatu, localizada na região Centro-Sul do Ceará, é representada no roteiro cinematográfico do filme “O Céu de Suely”. Para isso, faz-se necessário mergulhar na intertextualidade entre a Geografia e o cinema; interpretar as relações entre os lugares narrativos vivenciados pela protagonista e as suas respectivas funções dramáticas nas cenas; e, por fim, apreender o roteiro cinematográfico como peça textual possível de interpretações geográficas. Dessa forma, a Geografia demonstra uma pluralidade de caminhos para se ler e refletir sobre a cidade, seja pela já amplamente discutida perspectiva econômica e ambiental ou através da própria arte cinematográfica. 

Referências

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Berlim, sinfonia de uma metrópole, de Walter Ruttmann, 1927, Alemanha.
Cléo de 5 às 7, de Agnès Varda, 1962, França.
Chuva, de Joris Ivens, 1929, Holanda.
Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, 1964, Brasil.
Douro, Faina Fluvial, de Manoel de Oliveira, 1931, Portugal.
Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, 1969, Brasil.
Manhattan, ou Nova Iorque, a magnífica, de Paul Strand e Charles Sheeler, 1921, Estados Unidos.
Nada além das horas, de Alberto Cavalcanti, 1926, Brasil.
O abismo prateado, de Karim Aïnouz, 2011, Brasil.
O céu de Suely, de Karim Aïnouz, 2006, Brasil.
O Homem com a câmera, de Vertov, 1929, União Soviética.
Paris que dorme, de René Clair, 1924, França.
São Paulo, sinfonia da metrópole, de Rodolfo Lex Lustig e Adalberto Kemeny, 1929, Brasil.
Terra em transe, de Glauber Rocha, 1967, Brasil.
Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos, 1963, Brasil.

Publicado

2019-12-07

Edição

Seção

GT-10: Práticas culturais na produção da cidade