A CIDADE QUE HABITA EM NÓS: METRÓPOLES E CRIAÇÃO DE SUBJETIVIDADES

  • Eliana Kuster Instituto Federal do Espírito Santo

Resumo

Como a vida nas grandes cidades influencia a nossa psique? O primeiro a colocar essa questão foi Georg Simmel, no início do século XX. Desde então, diversos autores se debruçaram sobre o tema, tentando estabelecer as maneiras através das quais o cotidiano urbano molda subjetivamente aqueles que o vivenciam. Décadas depois de Simmel, Jane Jacobs analisa a rotina das grandes cidades e a sua influência na vida dos seus cidadãos. É através da contribuição desses autores, e de outros, como Richard Sennett, Christopher Lasch e James Hillman, que esse artigo busca desenvolver uma atualização dessa questão, procurando investigar a influência que o convívio urbano e os rumos através dos quais direcionamos as nossas cidades têm nas manifestações da subjetividade contemporânea.

Biografia do Autor

Eliana Kuster, Instituto Federal do Espírito Santo
Arquiteta e Urbanista (UFES), mestre em Estruturas Ambientais Urbanas, (FAU/USP), doutora em Planejamento Urbano (IPPUR/UFRJ), professora convidada da EHESS, Paris e professora titular do Ifes, atuando no PPGEH e na Coordenadoria de Edificações.

Referências

ADORNO, T. Palavras e sinais: modelos críticos. Petrópolis: Vozes, 1995.

BENJAMIN, W. Charles Baudelaire. Um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 2000.

BERMAN, M. Tudo que é sólido se desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das letras, 1987.

BRIGGS, A. Victorian cities. New York: Harper and Row, 1965.

CORBIN, A. L’avènement des loisirs: 1850-1960. Paris: Flammarion, 1995.

DICKENS, C. Um conto de duas cidades. São Paulo: Nova Cultural. 2002.

DUFOUR, R. Cidade perversa: liberalismo e pornografia. Civilização Brasileira, 2013.

DURKEIM, É. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

EHRENBERG, A. La fadigue d’être soi: dépression et société. Paris: Odile Jacob, 1998.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 2002.

GEHL, J. Cidades para pessoas. São Paulo: Perspectiva, 2013.

HAROCHE, C. A condição sensível. Rio de Janeiro: Contracapa, 2008.

HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 2005.

HILLMAN, J. Cidade & alma. São Paulo: Nobel, 1993.

JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

LAMAS, J. M. R. G. Morfologia urbana e desenho da cidade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2014.

LASCH, C. La culture du narcissisme: la vie américaine à un âge de déclin des espérances. Paris: Flammarion, 2006.

LE CORBUSIER. Carta de Atenas. São Paulo: Hucitec, Edusp, 1993.

LIPOVETSKY, G. A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

MELGAÇO, L. A cidade e a negação do outro. In: http://acervo.racismoambiental. net.br/2010/05/11/acidade-e-a-negacao-do-outro-por-lucas-melgaco/Acesso: 21.mar.2017, 2010.

PINHEIRO, T. Depressão, a doença do século XXI. In: http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/a-doenca-do%E2%80%A8-seculo-xxi/. Acesso: 21.mar.2017, 2014.

SENNETT, R. O declínio do homem público: as tiranias da intimidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental. In: Velho, Otávio Guilherme. O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

VERHAEGHE, P. Como se desperta o pior que há em nós. In: http://outraspalavras. net/capa/como-se-desperta-o-pior-que-ha-em-nos/ - Acessado. 21. mar.2017., 2014.

WEIL, LELOUP e CREMA. Normose: a patologia da normalidade. Campinas, Verus, 2003.

Publicado
2019-12-07
Seção
GT-10: Práticas culturais na produção da cidade