A segregação socioespacial das mulheres em Campinas: a formação do Jardim Itatinga

  • Caio da Silva Lourenço de Oliveira
  • Ana Paula Augusto
  • Luna Peres Guimarães

Resumo

Perante a lógica de produção e reprodução do espaço urbano a partir dos agentes urbanos, faz-se importante este estudo com base nos processos de segregação socioespacial, de gentrificação e de urbanização do município de Campinas. O objeto de estudo que deu origem ao presente artigo demarca a segmentação de um grupo social de mulheres decorrente de políticas que contribuíram para a formação e consolidação do Jardim Itatinga, sendo o único bairro planejado para atividades de prostituição no Brasil e o maior destinado para tal atividade a céu aberto na América Latina. Dessa forma, o objetivo central foi compreender o processo de segregação socioespacial das mulheres tendo como recurso metodológico uma ampla revisão bibliográfica sobre a temática abordada.


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Publicado
2019-12-08
Seção
GT-16: Produção e reprodução do espaço urbano- teoria e prática