A “VIRADA” DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO, O NOVO PROJETO PROFISSIONAL E A CENTRALIDADE DA CATEGORIA PESQUISA NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Autores/as

  • LOHANA LEMOS JANUÁRIO
  • INAÊ SOARES OLIVEIRA

Resumen

O presente artigo elucida uma aproximação teórica ao debate da pesquisa no Serviço Social a partir do aprofundamento à alguns elementos históricos, teórico e metodológicos que perpassam o Serviço Social brasileiro. O caminho metodológico traçado partiu de um estudo bibliográfico e documental sobre a temática. Neste sentido, foram utilizadas as contribuições de autores como Bourguignon (2005; 2007), Iamamoto (1997; 2012a; 2012b); Martinelli (2006) e Netto (2011a; 2011b), com fins de elucidar acerca do movimento de reconceituação do serviço social, a emergência do novo projeto de formação profissional e as balizas para a centralidade da pesquisa no Serviço Social.

Referencias

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). Ciclo da violência doméstica. Disponívelem:<https://apav.pt/vd/index.php/vd/o-ciclo-da-violencia-domestica> acessado em: 24 de março de 2018, ás 18h.

BRASIL. Ministério da Saúde. Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual Contra Mulheres e Adolescentes. Norma Técnica. Série Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Caderno n°6, Brasília/DF, 2012.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei N° 7. 353/ 1985. Cria o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - CNDM, com a finalidade de promover em âmbito nacional, políticas que visem a eliminar a discriminação da mulher, assegurando-lhe condições de liberdade e de igualdade de direitos, bem como sua plena participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do País.

BRASIL. Lei N° 10.714/2003. Autoriza o Poder Executivo a disponibilizar, em âmbito nacional, número telefônico destinado a atender denúncias de violência contra a mulher.

BRASIL. Lei N°10.778/2003. Dispõe sobre a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde pública ou privada.

BRASIL. Lei Nº 11.340/2006, “Maria da Penha”. Dispõe de mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

BRASIL. Lei Nº 13.104/2015. Altera o art. 121 do Código Penal, para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos.

BRASIL. Lei N° 13.239/2015. Dispõe sobre a oferta e a realização, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, de cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher.

CARMO, MOURA. Perla Cristina da Costa Santos do, Fernanda Gomes de Andrade de. Violência doméstica: a difícil decisão de romper ou não com esse ciclo. Fazendo Gênero 9. Diásporas, Diversidades, Deslocamentos 23 a 26 de agosto de 2010.

CARVALHO, Amilton da Cota, et al. A questão social: violência contra a mulher. Cadernos de Graduação - Ciências Humanas e Sociais | Aracaju | v. 1 | n.14 | p. 211-210 | out. 2012.

Conselho Federal de Serviço Social. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão.- 10ª. ed. rev. e atual. - [Brasília], [2012].

CZAPSKI. Alessandra Ruita Santos. O assistente social no atendimento à violência doméstica contra a mulher. Revista Travessias. ED. XIV. Disponível em: < http://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/5672 >. Acesso em: 30 out. 2012.

DAHLBERG, Linda L e KRUG, Etienne G. Violência: um problema global de saúde pública. Ciênc. Saúde coletiva [online]. 2006, vol.11, suppl., pp.1163-1178. ISSN 1413-8123. http://dx.doi.org/10. 1590/S1413-81232006000500007.

GERHARDT, Tatiana Engel e SILVEIRA, Denise Tolfo. Métodos de pesquisa. Coordenado pela Universidade Aberta do Brasil – UAB/UFRGS e pelo Curso de Graduação Tecnológica – Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural da SEAD/UFRGS. – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf. Acesso em: 09 out. 2017.

Gil, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. - 4. Ed. São Paul: Atlas, 2002.

IAMAMOTO, Marilda Villela Raul de Carvalho. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 41. Ed.- São Paulo: Cortez, 2014.

IAMAMOTO, Marilda Villela. A formação acadêmico-profissional no Serviço Social brasileiro. Cortez Editora, São Paulo, 2014.

INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO. Violência Doméstica e familiar. Disponível em: < http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/violencias/violencia-domestica-e-familiar-contra-as-mulheres/>. Acesso em: 31 out. 2017.

LISBOA, Teresa Kleba. E PINHEIRO, Eliane Aparecida. A intervenção do Serviço Social junto à questão da violência contra a mulher. KATÁLYSIS v.8, n°2, jul. /dez. 2005.

SAFFIOTI, Heleieth. Gênero, Patriarcado, Violência. 2. Ed- São Paulo: Expressão popular: Fundação Perseu Abramo, 2015. 160 p.

SILVA, Maria Ozanira. O Serviço Social e o Popular: resgate teórico-metodológico do projeto profissional de ruptura. 3º ed. São Paulo: Cortez, 2006.

VELLOSO, Bruna Braga. A violência contra a mulher no município de rio das ostras e a atuação da casa da mulher: analisando percalços, limites e potencialidades. Rio das Ostras, 2013.

Publicado

2019-05-21

Número

Sección

Comunicações orais - Serviço Social, Fundamentos, Formação e Trabalho Profissional