Religiones afrobrasileñas: adaptaciones y desafíos
DOI:
https://doi.org/10.47456/20253617Palabras clave:
Religiones afrobrasileñas; intolerancia religiosa; resistencia cultural; sincretismo; identidad afrodescendiente.Resumen
Las religiones afrobrasileñas, como el Candomblé y la Umbanda, constituyen pilares de la identidad cultural de Brasil. A pesar de su relevancia, enfrentan una paradoja contemporánea: al mismo tiempo que obtienen reconocimiento institucional, sufren la persistencia de la intolerancia religiosa, reflejo del racismo estructural. En este contexto, este artículo analiza cómo las estrategias de resistencia de estas tradiciones se han reconfigurado, transitando de prácticas históricas de sincretismo a una lucha política por los derechos y la visibilidad. El objetivo es investigar el impacto de políticas públicas recientes, especialmente su declaración como patrimonio por parte del IPHAN (Instituto del Patrimonio Histórico y Artístico Nacional) y la implementación de la Ley 10.639/03, en la valorización y preservación de estas prácticas religiosas. La metodología, de enfoque cualitativo y fundamentada en la Antropología Interpretativa de Clifford Geertz, se basa en la revisión bibliográfica y el análisis documental de legislaciones e informes institucionales. Se concluye que, si bien los avances legales representan un logro fundamental, son insuficientes para superar las barreras del prejuicio. El análisis revela que los terreiros (lugares de culto afrobrasileños) se consolidan como espacios centrales no solo de culto, sino también de resistencia política y fortalecimiento de la identidad afrodescendiente en la sociedad brasileña.
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