Desindustrialização e hegemonia do capital financeiro: determinantes históricos e aspectos metodológicos sobre o estudo da ação política do empresariado industrial
DOI:
https://doi.org/10.47456/20253634Palavras-chave:
Empresariado industrial; Desindustrialização; Dominância financeira.Resumo
O presente trabalho tem por objetivo avaliar a validade da tese defendida por Wagner Mancuso (2007) acerca da força política do empresariado industrial na Nova República. Para tanto, analisamos alguns aspectos da reorganização do empresariado industrial em torno da CNI, o perfil da elite de classe e a força política do empresariado industrial ao longo da Nova República e, por fim, o problema da desindustrialização vis-à-vis a dominância financeira. Consignamos que as heranças institucionais deixadas por Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o tripé macroeconômico e o câmbio flutuante, se impõem como uma espécie de camisa de força que limitaram, de uma só vez, o fortalecimento do empresariado industrial como classe e o projeto de inspiração desenvolvimentista do Partido dos Trabalhadores. Assim, a partir dos dados verificados, concordamos com Pochmann (2016) em relação ao problema da desindustrialização no Brasil e à hegemonia do capital financeiro, como limitadora do industrialismo no Brasil.
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