Revista Ágora https://periodicos.ufes.br/agora <p>Periódico publicado pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo desde 2005, com periodicidade quadrimestral. ISSN 1980-0096. É usado o Open Journal Systems (OJS 3.3.0.8), sistema de código livre gratuito para a administração e a publicação de periódicos, desenvolvido com suporte e distribuição pelo <a href="http://pkp.sfu.ca/">Public Knowledge Project</a> sob a licença GNU General Public License. </p> Programa de Pós-Graduação em História pt-BR Revista Ágora 1980-0096 <p>A <em>Revista Ágora</em> detém os direitos autorais dos artigos nela publicados mediante submissão dos autores . O envio espontâneo de qualquer colaboração implica automaticamente a cessão integral dos direitos autorais à revista, sob a licença CC Attribution-ShareAlike 4.0.</p> Os Governos do Império: vice-reis, governadores e capitães-mores no mundo português (séculos XVI-XIX) – Governos e práticas governativas https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/37333 <p>Apresentação do dossiê "Os Governos do Império: vice-reis, governadores e capitães-mores no mundo português (séculos XVI-XIX) – Governos e práticas governativas"</p> Arthur Curvelo Thiara Bernardo Dutra Copyright (c) 2022 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-01-13 2022-01-13 32 3 2021320312 10.47456/e-2021320312 Pareceristas https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/37337 <p>O Comitê Editorial da Revista Ágora agradece aos pareceristas que contribuíram na avaliação de artigos para o volume 32 (n.3), tornando possível o sistema de “avaliação pelos pares” (duplamente cega) adotado por este periódico científico e contribuindo para a qualidade da publicação. A lista dos pareceristas dessa edição pode ser conferida no arquivo PDF.</p> Copyright (c) 2022 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-01-14 2022-01-14 32 3 “Quando não assiste nela o Conde de Vila Franca”: os governadores da ilha de São Miguel (Açores) nos séculos XVII e XVIII https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/34942 <p>Apesar da sua dimensão, ou precisamente por isso e pelo facto de se configurarem como territórios espacialmente bem circunscritos, tendo em consideração as dinâmicas políticas e imperiais dos séculos XVI-XVIII, por um lado, e a função da “economia da graça” nas relações entre monarquia e vassalos, por outro, consideramos que os espaços insulares podem funcionar como um bom estudo de caso quer para a análise da composição sociológica das elites locais e do funcionamento das redes familiares e relações inter-pessoais, quer para a das relações entre o centro político (a coroa) e os poderes locais (senhoriais ou municipais). Assim, tomando como escala de observação o universo insular dos Açores e na continuação de investigações anteriores e de projectos em curso, no quadro de um modelo político e social de Antigo Regime, pretendemos aqui apresentar um caso menos conhecido, mas nem por isso menos interessante, o dos governadores da ilha de São Miguel, cuja nomeação constituiu um privilégio dos capitães e senhores da ilha de São Miguel nos séculos XVII e XVIII. Com base numa análise que articula a metodologia prosopográfica e as histórias de vida, este estudo de caso revela qual o lugar que este cargo ocupava num <em>cursus honorum</em> que, no caso dos militares, os conduziria depois a postos de maior importância e projecção no contexto do império português.</p> José Damião Rodrigues Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320301 10.47456/e-2021320301 Os governos interinos no Império Português (séculos XVII-XVIII) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36093 <p>Este trabalho tem por tema central os governos provisórios – ou interinos – em regiões ultramarinas do império português entre os séculos XVII e XVIII. Governos interinos eram aqueles formados por ocasião da ausência do governador nomeado pela Coroa portuguesa, também aqui chamado de governador titular. A partir de um caso emblemático acontecido na Bahia em 1760, serão analisadas questões acerca da normativa, bem como exemplos históricos que permitem ver aspectos da formação, das motivações das vacâncias e dos perfis sociais dos que assumiam as funções governativas. A hipótese é de que a existência de governos interinos dentro do quadro político da monarquia portuguesa foi também uma estratégia e não apenas resultado de contingências emergenciais.</p> <p> </p> Naira Maria Mota Bezerra Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320309 10.47456/e-2021320309 “Com cartas para todas as câmaras deste Estado”: a comunicação política entre o governo-geral e as câmaras do Estado do Brasil (1642-1682) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/35990 <p>Neste artigo analisaremos a dinâmica interna de comunicação política entre os governadores-gerais do Estado do Brasil e as câmaras municipais. Apresentaremos os aspectos quantitativos da troca de correspondência, atentando para as variações ao longo do tempo, assim como faremos uma análise dos assuntos discutidos a fim de identificar e caracterizar as dinâmicas de governo estabelecidas. Analisaremos de modo mais detido as correspondências do governo-geral para a câmara de Salvador, buscando compreender como se conformavam os vínculos entre essas instituições e como essas relações viabilizavam a câmara de Salvador exercer influência em outras capitanias e aos governadores-gerais projetarem seu poder em escala atlântica.</p> Hugo André Flores Fernandes Araújo Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320302 10.47456/e-2021320302 Para além do soldo: práticas comerciais e formas de ganhos dos governantes das Capitanias do Norte (séc. XVII – XVIII) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36013 <p>Os governantes coloniais prestavam serviços à Coroa portuguesa visando receber uma premiação pelos seus anos de atuação. No entanto, além das mercês a serem recebidas no futuro, também buscavam ganhos materiais no presente. O soldo recebido era um fator de atração e muitos reclamavam dos valores, pedindo constantes aumentos. Dessa forma, esses homens procuravam complementar os seus ganhos por meio de outras práticas ao mesmo tempo em que governavam alguma capitania, sendo essas práticas às vezes permitidas pela Coroa, outras vezes não. Tendo isso em vista, esse artigo pretende analisar as diversas formas que os governantes das Capitanias do Norte, entre os séculos XVII e XVIII, encontravam para potencializar os ganhos além do soldo recebido.</p> Leonado Paiva de Oliveira Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320305 10.47456/e-2021320305 Jurisdições e mudanças de subordinação na administração da Capitania do Rio Grande: análise das correspondências entre autoridades coloniais (1695-1705) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36139 <p>Este artigo tem por objetivo analisar o processo de mudança de subordinação da capitania do Rio Grande no ano de 1701 e suas consequências no processo de territorialização da capitania em um contexto de aplicação de políticas defensivas, retorno das concessões de sesmarias nos sertões e das ações dos oficiais do Terço dos Paulistas. Para tanto, serão analisados documentos oficiais da administração colonial e régia, bem como correspondências entre as autoridades. O aporte teórico embasa-se, principalmente, nos conceitos de jurisdição, centro e periferia, relevantes para se compreender o processo de mudança de subordinação e da nova configuração jurisdicional que a capitania do Rio Grande passou a incorporar como uma das capitanias anexas a Pernambuco. Como recortes temporais, considerar-se-á o início do governo do capitão-mor Bernardo Vieira de Melo (1696) e o final do mandato de seu sucessor, Antonio de Carvalho e Almeida (1705), período em que ocorre a mudança administrativa e percebe-se maior intensidade de correspondência tratando do assunto entre as autoridades coloniais.</p> Tyego Franklim da Silva Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320303 10.47456/e-2021320303 Capitania-mor de Sergipe del Rei e governo da Ilha de Santa Catarina: estatutos, jurisdições e hierarquias https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36017 <p>O artigo propõe uma análise comparativa da história institucional da capitania-mor de Sergipe del Rei (1590-1820) e do governo da ilha de Santa Catarina (1738-1821). Observando as semelhanças e diferenças acerca do estatuto jurídico-político, dos vínculos de subordinação aos governos superiores, da remuneração dos seus chefes militares, assim como também dos principais órgãos civis e militares que neles se montaram, busca-se identificar as características fundamentais e a posição hierárquica desses dois estabelecimentos na estrutura da administração portuguesa na América.</p> Augusto da Silva Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320308 10.47456/e-2021320308 Necessita aquela Província, não só de Governador, mas de Coronel de Dragões: os Comandantes de Fronteira portugueses e o governo da capitania do Rio Grande de São Pedro, século XVIII https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36236 <p>O artigo aborda o cargo denominado Comandante de Fronteira, que operou na capitania do Rio Grande de São Pedro nos séculos XVIII e XIX. Através da análise de suas funções e do grau de interferência sobre a sociedade, discute estratégias de governo e de territorialização no império português durante a segunda metade do Setecentos. Sendo um cargo não identificado para outras realidades do império luso, procura-se inserir os Comandantes de Fronteira em tradições ibéricas de governo civil e militar. Com este objetivo, discute as ordens e instruções emitidas pelo governador da capitania a fim de compreender como se estabelecia o governo e a administração territorial.</p> Adriano Comissoli Leandro Rosa de Oliveira Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320304 10.47456/e-2021320304 Governadores e capitães-generais: as ambições políticas dos capitães-mores da Paraíba (primeira metade do século XVIII) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/35948 <p>Os capitães-mores da Paraíba, ao longo da primeira metade do século XVIII, alegaram que a capitania que governavam possuíam um estatuto político superior se comparado com as capitanias vizinhas. Fundamentados em um discurso político construído no imaginário local sobre a especificidade da Paraíba, estes capitães-mores desejavam a elevação da capitania-mor a uma capitania-general e a concessão da patente de governador e capitão-general ou mestre de campo. Além disso, estas autoridades também pleiteavam o aumento da jurisdição governativa dos seus ofícios. Este artigo, portanto, pretende analisar as estratégias e os argumentos utilizados por estes capitães-mores para obter reconhecimento e benesses do rei e da monarquia.</p> Marcos Arthur Viana da Fonseca Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320306 10.47456/e-2021320306 Imbróglios do poder: manifestações dos administrados sobre os governadores e capitães-mores da Paraíba na primeira metade do século XVIII https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36192 <p>As atuações e as trajetórias dos capitães-mores e governadores são uma importante ferramenta para discutir o poder local e seus arranjos. Considerando que o império português se apresentava numa complexa rede governativa, nos propomos no presente artigo analisar algumas manifestações dos administrados frente à administração dos capitães-mores e governadores da Capitania da Paraíba na primeira metade dos setecentos. Para tanto, revisitamos fontes manuscritas contidas no Arquivo Histórico Ultramarino e documentos inseridos na Plataforma Sesmarias do Império Luso-Brasileiro (SILB), a fim de examinar como se colocavam elogios e queixas contra os administradores régios. Por fim, verificou-se que, nestes documentos, para além de informar a coroa sobre o exercício da função dos governadores, se escondiam estratégias de defesa de interesses pessoais e manutenção de privilégios.</p> Lana Camila Gomes de Araújo George Felix Cabral de Souza Copyright (c) 2022 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2022-01-13 2022-01-13 32 3 2021320311 10.47456/e-2021320311 Uma história de amor e ódio: a administração régia em Cabo Verde e a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1757-1777) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36146 <p>No presente artigo pretendo discutir a percepção entre os oficiais da administração régia portuguesa, enviados para a gestão do arquipélago de Cabo Verde, da atuação da Companhia do Grão-Pará e Maranhão (doravante CGPM). Para tal, pretendo basear este trabalho, principalmente, na documentação avulsa do Arquivo Histórico Ultramarino em Portugal e na documentação pontual que já foi publicada ou está salvaguardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e no Arquivo Nacional do Tribunal de Contas. Por meio desta documentação, intento demonstrar a conturbada relação existente entre os oficiais enviados para administração do arquipélago, moradores ilhéus, administradores e a Junta Administrativa da empresa monopolista. Este trabalho se divide em duas partes: na primeira falaremos da ocupação e economia do arquipélago cabo-verdiano; na segunda parte, que é o cerne do artigo, mostraremos a conflituosa relação entre administradores e a CGPM.</p> Diego de Cambraia Martins Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-11-12 2021-11-12 32 3 2021320307 10.47456/e-2021320307 A administração dos Marqueses de Cascais em Itamaracá: capitães-mores e procuradores do donatário (1692-1763) https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/36157 <p>A capitania de Itamaracá permaneceu como uma donataria em um período em que ocorriam progressivamente incorporações das capitanias hereditárias do Atlântico ao patrimônio régio, durante os séculos XVII e XVIII. A devolução da referida capitania à família donatarial dos Marqueses de Cascais ocorreu em 1692, permanecendo com a posse até a morte da última herdeira da Casa de Cascais, em 1763. Dentro deste contexto, o objetivo deste artigo é entender como os Marqueses de Cascais mantinham a administração de sua possessão à distância, através das nomeações para ofícios da administração colonial, sobretudo o ofício de capitão-mor, relativo ao governo da capitania, bem como de procuradores do donatário, muitas vezes coincidente com o de capitão-mor.</p> Luciana de Carvalho Barbalho Velez Copyright (c) 2021 Revista Ágora https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 2021-12-14 2021-12-14 32 3 2021320310 10.47456/e-2021320310