O evento vital nascer e as apropriações e registros feitos pela Igreja Católica e pelo Estado nacional brasileiro no século XIX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/2026371

Palavras-chave:

História; Família; Infância.

Resumo

O estudo reflete sobre as sociabilidades familiares em Teresina na segunda metade do século XIX, com foco nas práticas relacionadas da infância e nos rituais que marcavam essa primeira fase da vida. Empiricamente, o trabalho baseia-se em fontes primárias, tais como os registros paroquiais de batismo. Além de relatos de memória, bem como os regulamentos católicos, particularmente As Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia e da legislação e decretos do Estado Imperial publicados entre os anos 1860 e 1880. A investigação, esclarece ainda, sobre o processo de implantação das normatizações criadas pelo estado imperial, bem como sobre o ritmo do acesso da população ao registro civil e os quantitativos dessa notificação, evidenciando resistências ao uso da nova forma de registro do evento vital nascer, ao tempo que mostra como, por um longo período, que adentra o século XX, parcelas da população continuarão a ter o batistério como único registro formal de sua existência. Aparentemente, os registros católicos e seu caráter sacramental pareciam mais legitimados na sociedade do que os registros civis, unicamente vinculados ao Estado.

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Biografia do Autor

  • Pedro Vilarinho Castelo Branco, Universidade Federal do Piauí

    Doutor e Mestre em História, é Professor Titular da Universidade Federal do Piauí, onde atua no Programa de Pós-Graduação em História do Brasil e no Departamento de História. É líder do Grupo de Pesquisa História Cultura e Poder no longo século XIX e Coordenador Adjunto do NUPEM ( Núcleo de Pesquisa em História e Memória) Tem experiência em História do Brasil Império e História do Brasil República.

  • Francilene Cunha de Morais, Universidade Federal do Piauí

    Graduada e Especialista em História, Mestra em História do Brasil pela UFPI, atualmente desenvolve estudos de doutoramento no PPGHB-UFPI. É bolsista da CAPES e vinculada ao Grupo de Pesquisa, História, Cultura e Poder no longo século XIX. Tem experiência na área de História com ênfase em História da família, História Demográfica e História do Piauí. 

Referências

Referências:

Documentos consultados:

BRASIL - DECRETO nº 3.069, de 17 de abril de 1863;

BRASIL - DECRETO Nº 5.604, de 25 de Abril de 1874.

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Publicado

07-10-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O evento vital nascer e as apropriações e registros feitos pela Igreja Católica e pelo Estado nacional brasileiro no século XIX. Revista Ágora, v. 37, p. e-20263710, 7 out.2026.