Por uma abordagem decolonial de África Antiga: Amanirenas e Amanishaketo (séc. II AEC–I EC)

Autores

  • Carlos Augusto Lima Barros UFMA

DOI:

https://doi.org/10.47456/20263709

Palavras-chave:

Candaces; Colonialidade; Kush; Decolonialidade

Resumo

Ao longo dos séculos, o continente africano foi atravessado por discursos etnocêntricos, racistas e colonialistas que contribuíram para a construção de imagens estereotipadas sobre suas sociedades, culturas e relações de gênero. Entre os impactos dessas perspectivas está a difusão de concepções coloniais que associaram as mulheres africanas à submissão, à exclusão sociopolítica e à dependência masculina, apagando experiências históricas de protagonismo feminino existentes antes da colonização. Buscando contribuir para o enfrentamento dessas narrativas, este artigo propõe uma abordagem decolonial da colonialidade de gênero a partir de um retorno à Antiguidade africana, com foco nas figuras das KTKE/KDKE, popularmente conhecidas como Candaces, governantes-guerreiras do Reino de Kush. A partir das trajetórias de Amanirenas e Amanishakheto, o estudo discute como essas lideranças femininas evidenciam formas de poder, de participação política e de autoridade militar exercidas por mulheres africanas em contextos pré-coloniais. Dessa forma, o artigo articula os estudos sobre a África Antiga e as Candaces como possibilidades historiográficas de enfrentamento às permanências da colonialidade, contribuindo para a valorização de historicidades africanas frequentemente apagadas ou marginalizadas pelas narrativas coloniais.

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Biografia do Autor

  • Carlos Augusto Lima Barros, UFMA

    Mestre em História e Conexões Atlânticas: Culturas e poderes pela Universidade Federal do Maranhão (2025). Graduação em História pela Universidade Estadual do Maranhão (2023). Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Gênero e Educação no Maranhão - NUPEGEM, coordenado pela Prof. Dr Elizabeth Sousa Abrantes e do Grupo de Estudos Africanos e Asiáticos - GEAFRAS, coordenado pelo Prof. Dr. Otávio Luiz Vieira Pinto. Desenvolvo pesquisas dentro da área de Antiguidade, gênero, sexualidade e representações antigas e contemporâneas do imperador romano Heliogábalo (218-222 d.C.) com ênfase em noções de conexão, circularidade, cultura, poder, representação e estudos sobre o Oriente antigo e a África antiga.

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Publicado

25-09-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Por uma abordagem decolonial de África Antiga: Amanirenas e Amanishaketo (séc. II AEC–I EC). Revista Ágora, v. 37, p. e-20263709, 25 set.2026.