Almanaque de Ciência Política https://periodicos.ufes.br/almanaque <p>A revista é um projeto editorial do CEDIP, Centro de Estudos em Instituições Políticas e Democracia da UFES, que visa propiciar maior circulação do conhecimento acadêmico por meio da publicação de trabalhos na área de Ciência Política, particulamente trabalhos que tratem das instituições políticas e outras dimensões dos regimes democráticos.</p> <p>O Almanaque é um periódico eletrônico semestral, com várias seções para a publicação de trabalhos: (a) dossiê temático, (b) artigosde e ensaios de temática livre e (c) resenhas, (d) reedições ou republicações de textos antigos ou de difícil acesso. Eventualmente, o periódico também publicará entrevistas, crônicas e traduções de textos relevantes para a área das ciências sociais.</p> <p>O periódico adota o sistema de publicação&nbsp;<em>ahead of print</em>, os artigos aprovados e finalizados são imediatamente publicados para agilizar sua circulação.</p> <p>Aceitam-se artigos escritos em português ou espanhol.</p> Universidade Federal do Espírito Santo pt-BR Almanaque de Ciência Política 2526-8066 <h4>Proposta de Política para Periódicos de Acesso Livre</h4><p>Os autores mantém os direitos autorais das ideias contidas nos trabalhos e concedem à revista o direito de publicação. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Os textos da revista estão licenciados com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a> (CC BY-NC-ND).</p><p> </p><div class="separator"> </div> Da pré-moderna à algorítmica: as características evolutivas das campanhas eleitorais https://periodicos.ufes.br/almanaque/article/view/37934 <p>O presente trabalho faz uma revisão bibliográfica sobre a evolução das campanhas eleitorais. Iniciamos descrevendo campanha eleitoral. Na sequência, discorremos sobre as fases pré-moderna, moderna e pós-moderna das campanhas, tendo como base o pensamento de Norris (2000). Avançamos, detalhando as campanhas hipermídias Howard (2006) e as campanhas eleitorais em redes sociais, com o uso de algoritmos e microtargeting. A conclusão é que a evolução das campanhas podem ser apresentadas no formato de um círculo, que iniciou com as campanhas pré-modernas, passando para as modernas, pós-modernas, hipermídias e finalizando com as campanhas eleitorais online, que retomaram características das campanhas tradicionais, só que agora mediadas pelo ambiente virtual.</p> Ricardo Tesseroli Copyright (c) 2022 2022-03-26 2022-03-26 6 1 01 15 Políticas culturais brasileiras na Era Vargas (1930-1945) e na Ditadura Militar (1964-1985) https://periodicos.ufes.br/almanaque/article/view/38369 <p>Este artigo pretende investigar como se deu o desenvolvimento das políticas culturais brasileiras na Era Vargas (1930-1945) e na Ditadura Militar (1964-1985), traçando um paralelo entre os dois períodos. A pesquisa tem caráter qualitativo, descritivo e analítico e adota como referencial teórico artigos das principais bases de produções científicas e livros sobre o tema. Após uma breve introdução, serão apresentados os conceitos dos/das principais autores/as utilizados como aporte para este trabalho – Calabre (2006; 2009; 2014); Ferron e Arruda (2019); Botelho (2020); Rubim (2007); Rubim e Rocha (2020) –, seguidos da descrição e da análise dos resultados obtidos. Na última seção, as considerações finais apontam que, no cenário brasileiro, devido ao mau emprego da burocracia no Estado, muitas ações de políticas públicas são prejudicadas em sua realização.</p> Renato Luis Pinto Miranda Diogo Oliveira Braz Fátima Caroline Pereira de Almeida Ribeiro Copyright (c) 2022 2022-06-02 2022-06-02 6 1 01 13 A possibilidade do fascismo na periferia do mundo: os casos de Brasil e Índia https://periodicos.ufes.br/almanaque/article/view/37935 <p>A partir da análise crítica de textos que discutem fascismo, populismo, e o cenário político contemporâneo de Brasil e Índia, busca-se, com este artigo, demonstrar como ideologias e movimentos fascistas proliferam-se e enraizam-se na periferia do mundo. Argumentamos que populismo, termo geralmente empregado para caracterizar a política de Jair Bolsonaro e Narendra Modi, é insuficiente para descrever seus projetos, cuja efetivação não se limita a tais ultradireitistas. O caráter ditatorial do fascismo, elemento que costuma defini-lo, é plenamente assumido em apenas uma das fases de processos que, nos contextos brasileiro e indiano, desenvolvem-se desde o século passado. Os casos de Brasil e Índia demonstram como o fascismo é um projeto transnacional, gradualmente cultivado, nutrido por diferentes grupos políticos e por múltiplos referenciais, como liberais, nacionalistas religiosos e neonazistas.</p> Igor Gonçalves Caixeta Copyright (c) 2022 2022-03-26 2022-03-26 6 1 01 29 "Para salvar a nação somos até capazes de comunismo": o nacional-bolchevismo ontem e hoje https://periodicos.ufes.br/almanaque/article/view/37936 <p>O Nacional-Bolchevismo é uma ideologia de difícil enquadramento nas definições mais generalistas sobre a "esquerda" e a "direita": crítica do Ocidente e do cosmopolitismo propunha, por um lado, uma aproximação entre nacionalismo e marxismo, por outro, uma aliança entre Alemanha e União Soviética. O presente artigo analisa o seu surgimento no início do século XX, através de pensadores vinculados à "revolução conservadora" e ao "nacionalismo revolucionário" na Alemanha, caso de Ernst Niekisch, e sua atualização nas primeiras décadas do século XXI, a partir da produção do ideólogo russo Aleksandr Dugin e do movimento "Nova Resistência", atuante também no Brasil. A análise da história desta ideologia propõe uma série de questões para o estudo das relações entre o fascismo e o bolchevismo.</p> Francisco Thiago Rocha Vasconcelos Copyright (c) 2022 2022-03-26 2022-03-26 6 1 01 34 Análise das relações de poder dentro do espaço escolar em tres filmes distintos https://periodicos.ufes.br/almanaque/article/view/37937 <p>O espaço escolar, com seu aspecto disciplinar, é cerceado por inúmeras relações de poder. O cinema representou essas relações em diversas ocasiões. Considerando que existem teóricos que propõe uma escola mais liberta, libertadora e libertária, este artigo analisa criticamente essa postura repressora imposta por essa instituição. Para tanto, reflete-se sobre os filmes: <em>Nada de Novo no Front</em> de 1979, do diretor Delbert Mann, Estados Unidos e <em>Pink Floyd: The Wall</em>, de Alan Parker de 1982, Inglaterra, além do curta-metragem <em>Escolas democráticas</em>, de 2006. Este último, um filme alemão do diretor Jan Gabert. Embora os enredos dos filmes sejam encenados em três temporalidades distintas, eles se assemelham pela temática. <em>Nada de novo no front</em> tem o enredo na Primeira Guerra mundial, <em>Pink Floyd The Wall</em>, no contexto pós Segunda Guerra e <em>Escolas Democráticas</em> no início do século XXI. Existem neles, ainda assim, práticas de uma escola e de uma educação coercitiva.</p> Jose Aparicio da Silva Copyright (c) 2022 2022-03-26 2022-03-26 6 1 01 17 Debate sobre o populismo: que aportes teóricos? https://periodicos.ufes.br/almanaque/article/view/38201 <p>O populismo enquanto fenômeno político tem sido cada vez mais debatido na Ciência Política. Isto se deve à uma proliferação de mobilizações ditas populistas em todo mundo. O conceito de populismo, porém, não é consensual. Quando surgiu, o que é e o que o caracteriza, são algumas das questões levantadas pelas literaturas sobre o assunto, que, por sua vez, divergem nas respostas encontradas. Todavia, é possível identificar o discurso populista como elemento convergente entre os desenvolvimentos teóricos. Dessa maneira, busca-se analisar e discutir os diferentes aportes teóricos sobre o populismo. Adoptamos uma pesquisa bibliográfica qualitativa e depois procedemos à análise do conteúdo, tirando as conclusões sobre o problema. A discussão possibilita apontar a presença de análises simplistas e reducionistas relativas às mobilizações populistas e a necessidade de melhoramento de métodos de análise sobre o tema.</p> Paulo Anós Té Beatriz Franco Pereira do Vale Copyright (c) 2022 2022-05-06 2022-05-06 6 1 01 19