Das amas de leite às “Ismálias” destituídas do poder familiar:análise interseccional

Autores

  • Alice Justo Procópio Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Andréa Pires Rocha Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.47456/argumentum.v18.2026.50590

Palavras-chave:

Destituição do Poder Familiar, Racismo Estrutural

Resumo

Trata-se do resultado de um estudo qualitativo que teve como objetivo analisar o perfil das mulheres que perderam o poder familiar em uma comarca de um município de grande porte da região Norte do Paraná. A pesquisa articulou revisão bibliográfica e pesquisa documental a partir da análise de sete processos judiciais acompanhados pelo Serviço Social da Vara da Infância e Juventude no período de agosto de 2023 a agosto de 2024. A análise evidenciou a convergência entre raça/cor, classe social, gênero e uso abusivo de substâncias psicoativas no perfil das mulheres destituídas. A destituição do poder familiar incide de forma seletiva sobre mulheres negras e pobres, revelando a atuação de um Estado penal, inscrito no neoliberalismo punitivo, ancorado no racismo estrutural e no patriarcado, ao deslocar a ausência de políticas públicas de cuidado para a responsabilização moral das mulheres.

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Biografia do Autor

  • Alice Justo Procópio, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

    Universidade Estadual de Londrina (UEL). Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família. Londrina, PR, Brasil

     

  • Andréa Pires Rocha , Universidade Estadual de Londrina

    Universidade Estadual de Londrina (UEL). Departamento de Serviço Social. Londrina, PR, Brasil

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Publicado

31.05.2025

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Das amas de leite às “Ismálias” destituídas do poder familiar:análise interseccional. (2025). Argumentum, 18(1), 1-16. https://doi.org/10.47456/argumentum.v18.2026.50590

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