A classe nos une, o gênero nos divide: imbricações entre patriarcado e capitalismo
DOI:
https://doi.org/10.18315/argumentum.v10i2.19507Abstract
O presente artigo visa contribuir para a discussão acerca da opressão/exploração sobre as mulheres a partir do método materialista histórico-dialético cunhado por Karl Marx. No ano em que completa 135 anos de sua morte, a teoria crítica formulada por ele e Engels ainda responde com maestria às questões impostas pelo modo de produção capitalista. No que tange à questão das mulheres, não é diferente. Ao mesmo tempo em que situa a opressão/exploração que incide sobre as mulheres a partir de bases materiais e objetivas, com significativo aprofundamento a partir da instituição da propriedade privada, o materialismo histórico nos permite entender a forma dialética pela qual patriarcado e capitalismo se implicam exercendo, ao mesmo tempo, opressões distintas e combinadas, oferecendo a ferramenta necessária para entender que se, em determinada medida, o gênero nos une, a classe nos divide, dando relevo à unidade de classe necessária para superação da sociedade burguesa; por outro lado, a classe nos une, mas o gênero nos divide, trazendo para a cena analítica a opressão patriarcal a qual estão sujeitas as mulheres independente da classe social.
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