A reforma da Política Internacional de Drogas virá de baixo para cima
DOI:
https://doi.org/10.18315/argumentum.v7i1.9874Resumo
Em seu texto, intitulado “Política de drogas na segunda década do novo milênio: Reforma ou revolução?”, Francisco Inácio Bastos faz uma firme e precisa análise dos movimentos atuais de abertura e reforma da política internacional de drogas, na fronteira entre o proibicionismo e seu contraponto: a redução de danos, construída a duras penas como uma prática de resistência por atores sociais engajados na saúde coletiva e movimentos organizados oriundos das comunidades afetadas pela epidemia da AIDS na década de 1980. Como destacado, essa política que pretende reduzir os riscos do consumo sem necessariamente exigir a abstinência, cuja estratégia original consistia na troca de seringas entre usuários de drogas injetáveis, com muito custo alcançou posteriormente o status atual de política pública em alguns países na forma de ações em saúde e suporte social, em contraponto à pura repressão que almeja a interdição do consumo e a produção de determinadas substâncias por meio da ameaça de pena de prisão.
Downloads
Referências
ABREU, H. Para Além dos Direitos. Cidadania e Hegemonia no Mundo Moderno. Rio de Janeiro. Editora URRJ, 2008.
BEHRING,E.R.. Acumulação capitalista, fundo público e Política social. ____ in: BOSCHETTI (org). Política Social no Capitalismo: tendências contemporâneas. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2009.
CARVALHO, M.C.B. ; NETTO, J.P. Cotidiano: Conhecimento e Crítica. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2001.
FERNANDES, F. “A Revolução Burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica.” 5ªed. São Paulo: Ed Globo, 2005.
HELLER, A. O Cotidiano e a História. São Paulo: Paz e Terra, 2008.
IASI, M.L. Ensaios sobre Consciência e Emancipação. São Paulo: Expressão Popular, 2011.
LÊNIN, V. I. O Estado e a Revolução. Disponível em http://eventohistedbr.com.br/editora/. Acesso em 15 de ago. 2012.
LUKÁCS, G. Introdução a uma Estética Marxista: sobre a Categoria da Particularidade. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1978.
LUKÁCS, G. Ontologia do Ser Social: os princípios ontológicos fundamentais de Marx. São Paulo: Ciências Humanas,1979.
LUKÁCS, G. Ontologia do Ser Social: O Trabalho. (mimeo, s.d.) (Tradução de Ivo Tonet).
MARX, k. Manuscritos Econômico-filosóficos. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2004.
MÉSZÁROS, I. Estrutura Social e Formas de Consciência. São Paulo, Boitempo. 2009.
MÉSZÁROS, I. Para Além do Capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo, Boitempo. 2011.
MIOTO, R.C.T. Família e políticas sociais. ____ in: BOSCHETTI (org). Política Social no Capitalismo: tendências contemporâneas. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2009.
NETTO, J.P. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo, Cortez, 2007.
VALÊNCIA, A. S. A Reestruturação do Mundo do Trabalho: Superexploração e Novos Paradigmas da Organização do Trabalho. Uberlândia, Edufo, 2009.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Argumentum, seguindo o movimento de Acesso Aberto, proporciona seu conteúdo em Full Open Access. Assim, os autores conservam todos seus direitos, permitindo que a Argumentum possa publicar seus artigos e disponibilizar para toda a comunidade.
Este periódico está licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional - CC-BY 4.0. Com direito a:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que os termos da licença sejam respeitados.
A única restrição sobre a reprodução e distribuição e o único dever ao copiar este domínio, deve ser o de garantir ao autor a integridade de seu trabalho e o direito de ser devidamente reconhecido e citado.
Copyright
Esta obra está licenciada sob os termos da Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional - CC-BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR), que permite copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, bem como adaptar, transformar e criar a partir deste material para qualquer fim, mesmo que comercial. O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.