O canto vinha de longe, de lá do meio do mar: trajetos de putas transexuais na escola e no trabalho

Autores

  • Clara Hanke Ercoles Programa de Pós-graduação em Educação (PPE) da UEM
  • Eliane Rose Maio Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.47456/cadecs.v8i2.36066

Resumo

Quem conhece a lenda das sereias talvez ainda não tenha escutado a da sereia travesti, nem em casa, nem na escola, nem em algum lugar. Afinal, travestis e mulheres transexuais são violentadas em nossa sociedade. A maioria das instituições sociais, como a escola, e o mercado de trabalho formal não aceitam suas estilísticas de existência e as marginalizam, expulsando-as de seus espaços. Elas resistem, buscando sobrevivência e autonomia por meio da prostituição. Se um dos objetivos da educação escolar é formar para o trabalho, como foi a formação das travestis e mulheres transexuais putas? Por meio da Cartografia, mapeamos o trajeto escolar e profissional de duas mulheres transexuais, de duas cidades do interior do Paraná, usando suas entrevistas com o objetivo de compreender a expulsão que elas sofrem dos espaços formais de educação e de profissão. Através da partilha de suas histórias, percebemos que a expulsão acontece de fato e que isso não as imobiliza, mas faz com que resistam.

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Biografia do Autor

Clara Hanke Ercoles, Programa de Pós-graduação em Educação (PPE) da UEM

Mestre em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação (PPE) da UEM

Eliane Rose Maio, Universidade Estadual de Maringá

Doutora em Educação Escolar - UNESP/Araraquara; professora da Universidade Estadual de Maringá

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Publicado

2021-07-23