Abordagem de convivencialidade aplicada à regeneração em paisagens alteradas após o desastre do Rio Doce

Autores

  • Bianca Silva Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.47456/cadecs.v8i2.36076

Resumo

O Coletivo Aliança rio Doce foi criado no contexto do desastre na bacia do rio Doce, caracterizado pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração de Fundão em Mariana-MG e seus desdobramentos. Os rejeitos foram carreados pela bacia hidrográfica do rio Doce atingindo mais de 45 municípios entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O desastre será discutido acerca das críticas ao modelo de mineração vigente no Brasil, no qual são observadas as consequências socioambientais da chegada dos rejeitos em Regência Augusta, vila próxima à foz do rio Doce, no município de Linhares, estado do Espírito Santo. Nesse cenário apresentam-se a constituição e a atuação do Coletivo Aliança rio Doce, reunido em Regência Augusta. O coletivo tem como propósito a regeneração integral da bacia do rio Doce, e para isso trabalha com atividades como o Encontro de Cultura Ancestral, o Ciclo da Aroeira, o Festival de Moqueca Vegetariana e outros eventos ligados ao que eles elencam enquanto resgate ancestral. Dessa forma, buscamos apresentar as atividades do Coletivo Aliança rio Doce e evidenciar a sua aproximação com as noções de convivencialidade de Ivan Illich (1975), enquanto elemento de reflexão sobre alternativas e modos de existir em paisagens alteradas. 

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Biografia do Autor

Bianca Silva, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda em Ambiente e Sociedade pela Universidade Estadual de Campinas, vinculada ao Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais; mestra e graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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Publicado

2021-07-23