Bourdieu e Gramsci: os intelectuais entre a academia e a política

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47456/6r3cge28

Resumen

Este artigo propõe uma análise comparativa das teorias de Pierre Bourdieu e Antonio Gramsci sobre o papel dos intelectuais na sociedade, com foco em suas contribuições para a compreensão da dominação, da hegemonia e da transformação social. Enquanto Bourdieu, inserido no campo acadêmico francês, analisa os intelectuais a partir da noção de campo e habitus, destacando sua autonomia relativa e seu papel na reprodução ou contestação das estruturas de poder, Gramsci, a partir de sua experiência como militante comunista, desenvolve o conceito de intelectual orgânico como agente fundamental na construção da hegemonia proletária. Dessa forma, o artigo explora as convergências e divergências entre suas perspectivas, especialmente no que diz respeito à relação entre intelectuais, política e sociedade. Conclui-se que, embora Gramsci e Bourdieu partam de contextos e preocupações distintas, ambos oferecem contribuições valiosas para pensar o papel dos intelectuais na superação das desigualdades e na construção de um projeto universalista. O artigo sugere que a articulação entre as perspectivas de ambos pode enriquecer o debate contemporâneo sobre o lugar dos intelectuais na luta por transformações sociais.

Biografía del autor/a

  • Luan Viana Damazio, Universidade Federal de Juiz de Fora

    Luan Damazio é bacharel em Ciências Humanas e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e atualmente é doutorando em Ciências Sociais pela mesma instituição. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-4285-0360

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Publicado

2026-07-11