A melancolia como inflexão estética em Clarice Lispector
DOI:
https://doi.org/10.47456/col.v16i27.52399Palavras-chave:
melancolia; experiência estética; ficção; correspondência; Clarice LispectorResumo
Este artigo analisa os efeitos da melancolia como forma de lucidez potencializados pelas experimentações estéticas em Água viva (1973) e nas correspondências de Clarice Lispector. Enquanto o livro explora a linguagem literária em diálogo com a pintura e o abstracionismo plástico, as cartas usam essa densidade como resistência ao mal-estar e servem de motor de indagações ontológicas. Ambas as frentes operam uma estética que transmuta dor e angústia em potência crítica por meio da reflexão.
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