A Arte como Forma de Expressão: uma Educação Tradicional e Outra Crítica
Abstract
Este estudo buscou re-visitar as duas concepções de Arte, como linguagem – pedagógica e reflexiva -, forjadas ao longo da História e sua relação com o pensamento estético brasileiro de resistência. A partir da década de 60, tal pensamento atribuiu uma finalidade pedagógica à Arte, incumbindo-lhe a tarefa crítica social e política de engajamento emancipatório humano, analisando a relação entre arte e o público na sociedade contemporânea: assumindo que a obra de arte tinha uma aura que ao longo dos tempos foi perdida em função de uma reprodutibilidade técnica. Na modernidade reflexiva em que vivemos o homem – diferente da concepção iluminista ou sociológica -, é um sujeito descentrado e que vive em crise de identidade, visto que as velhas identidades estão continuamente sendo substituídas por novas identidades. Assim posto, entendemos ser função da escola criar junto ao alunado um espaço de valorização de seu patrimônio cultural e para tal, consideramos a teoria dos lugares de memória- que são entendidos como símbolos, festas, emblemas, monumentos, comemorações, elogios, dicionários e museus são lugares de memória cada vez mais ameaçada de desaparecer -, ainda permanece encarnada, graças à vontade dos homens e apesar da passagem do tempo. Destacou-se neste cenário o teatro do oprimido, a poesia de Ferreira Gullar, o Cinema Novo e música de protesto de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento, dentre muitos outros.
Palavras Chave: Música Popular Brasileira; História; Arte.
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