HETEROTOPIAS
Abstract
O presente trabalho1 tem por objetivo reletir sobre o conceito de “heterotopia” e “dispositivo” de Michel Foucault. Essa relexão terá como apoio os conceitos, (e aqui postulados) da ilósofa Chantal Mouffe, de que (1) a sociedade é o resultado de uma série de práticas cujo propósito é estabelecer uma ordem em um contexto contingente e (2) que a ação crítica deve esforçar-se em questionar e desarticular estas práticas e discursos hegemônicos.References
ABERS, R. N. et. al. 2009. Inclusão, deliberação e controle: três dimensões de democracia nos comitês e consórcios de bacias hidrográficas no Brasil. Ambiente e Sociedade, Campinas, v. XII, n. 1, p. 115-132, jan./jun.
ABERS, R. N.; JORGE, K. D. 2005. Descentralização da gestão da água: por que os comitês de bacia estão sendo criados? Ambiente e Sociedade, Campinas, v. VIII, n. 2, p. 1-26, jul./dez. 2005.
ALVIM, A. A. T. B.; RONCA, J. L. C. 2007. Metodologia de avaliação qualitativa das ações dos comitês de bacias com ênfase na gestão
integrada: o Comitê do Alto Tietê em São Paulo. Engenharia Sanitária e Ambiental, v. 12, n. 3, p. 325-334, jul./set.
ARRETCHE, M. 2000. Estado federativo e políticas sociais: determinantes da descentralização. Rio de Janeiro: Revan, 2000. v. 1.
BOBBIO, N. 1987. Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
CAMPOS, V. N. O.; FRACALANZA, A. P. 2010. Governança das águas no Brasil: conflitos pela apropriação da água e a busca da integração como consenso. Ambiente e Sociedade, Campinas, v. III, n. 2, p. 365-382, jul./dez.
CASTRO, J.E. 2007. Water governance in the twentieth-first century. Ambiente e Sociedade, Campinas, v. X, n. 2, p. 97-118, jul./dez.
EMPINOTTI, V. L. 2011. E se eu não quiser participar? o caso da não participação nas eleições do comitê de bacia do rio São Francisco. Ambiente e Sociedade, Campinas, v. XIV, n. 1, p. 195-211, jan./jun.
FRACALANZA, A. P.; SINISGALLI, P. A. A. 2009. Conflitos de uso da água do reservatório Billings. In: JACOBI, P. R. (org). Atores e processos na governança da água no estado de São Paulo. São Paulo: Annablume, p. 61-86.
GRANJA, S. I. B.; WARNER, J. 2006. A hidropolítica e o federalismo: possibilidades de construção da subsidiariedade na gestão das águas no Brasil? Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 40, n. 6, p. 1097-1121, nov./dez.
JACOBI, P. R. 2005. Governança institucional de problemas ambientais. Política e Sociedade, Florianópolis, v. 4, n. 7, p. 119-137, outubro.
JACOBI, P. R. 2004. The challenges of multi-stakeholder management in the watersheds of São Paulo. Environment and Urbanization, Londres, v. 16, n. 2, p. 199-211.
JACOBI, P. R.; BARBI, F. 2007. Democracia e participação na gestão dos recursos hídricos no Brasil. Revista Katál, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 237-244, jul./dez.
JACOBI, P. R; MONTEIRO, F. 2009. Capital social e desempenho institucional na Bacia do Alto Tietê: resultados de pesquisa. In: JACOBI, P. R. (org). Atores e processos na governança da água no estado de São Paulo. São Paulo: Annablume, p. 35-60.
JACOBI, P. R.; MONTEIRO, F. 2006. Social capital and institutional performance: methodological and theoretical discussion on the water basin committees in metropolitan São Paulo-Brazil. Ambiente e Sociedade, Campinas, v. IX, n.2, p. 25-45, jul./dez.
MMA – Ministério do Meio Ambiente. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Disponível em: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?id
o=conteudo.monta&idEstrutura=161&idConteudo=9515&idMenu=10197. Acesso em: 21 abr. 2011.
MALTEZ, J. 1994. Sobre a ciência política. Lisboa: ISCSP.
MARTINS, R. C. 2005. Política e sociedade na governança territorial: o caso das áreas rurais paulistas. Raízes, Campina Grande, v. 24, n.1 e 2, p. 70-82, jan./dez.
MARTINS, R. C. 2007. Ruralidade e governança ambiental no estado de São Paulo. Estudos, Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 233-267, outubro.
MARTINS, R. C.; LIMA, M. J. T. 2010. Recrutamento e discursos na tecnocracia da água. Conferência Waterlat, São Paulo, v. 1, p. 1-14.
NEDER, R. T. 2002. Crise socioambiental: estado e sociedade civil no Brasil (1982-1998). São Paulo: Annablume: Fapesp.
PORTO, M. F. A.; PORTO, R. L. 2008. Gestão de bacias hidrográficas. Estudos Avançados, São Paulo, v. 22, n. 63, p. 43-59.
POUPART, J. et. al. 2008. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes.
RIBEIRO, W. C. 2009. Impasses da governança da água no Brasil. In: RIBEIRO, W. C. (org.). Governança da água no Brasil: uma visão interdisciplinar. São Paulo: Annablume: Fapesp: CNPq, p. 111-133.
SÃO PAULO (Estado). Lei nº 7.663 de 30 de dezembro de 1991. Estabelece normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Disponível em: http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/1991/lei%20n.7.663,%20de%2030.12.1991.htm. Acesso em: 18 mai. 2010.
SOUZA Jr., W. C.; FIDELMAN, P. I. J. 2009. A tecnopolítica da água no Brasil. In: RIBEIRO, W. C. (org.). Governança da água no Brasil: uma visão interdisciplinar. São Paulo: Annablume: Fapesp: CNPq, 2009. p. 195-211.
VALENCIO, N. F. L. S. 2009. Governança das águas: a participação social como quimera. In: RIBEIRO, W. C. (org.). Governança da água no Brasil: uma visão interdisciplinar. São Paulo: Annablume; Fapesp; CNPq, p. 61-90.
ZHOURI, A. 2008. Justiça ambiental, diversidade cultural e accountability: desafios para a governança ambiental. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 23, n. 68, p. 97-107, outubro.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2014 Revista do Colóquio de Arte e Pesquisa do PPGA-UFES

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
The authors of works submitted to Revista do Colóquio authorize their publication in physical and electronic media, solely for academic purposes, and may be reproduced as long as the source is cited. They attest to their originality, authorship and originality.



