Além das imagens: um estudo da relação dos graffites de Mundano com a paisagem de São Paulo.
Résumé
Este artigo procura investigar a função da arte imagética do graffite[1] em meio ao espaço urbano no contexto em que vários elementos ligados à propaganda, arquitetura e consumo atingem o transeunte influenciando sua imagem sobre da cidade. Tendo em mente que a relação com o espaço é imagética e que se dá muitas vezes a partir de fenômenos sensórios, como sons, imagens, placas e edificações presentes na paisagem, será feita uma investigação em torno da função artística das obras do grafiteiro Mundano, que ao serem feitas em carroças de recicladores não apenas circulam como também se comunicam com o espectador no dia a dia da cidade de São Paulo.[1] Nessa pesquisa se adotará a grafia da palavra a partir da referência apontada por Celso Gitahy, segundo o qual a mesma seria o singular da palavra graffito, que em italiano significa inscrições ou desenhos de épocas antigas, toscamente riscadas em carvão ou em paredes. Sendo que o sentido no singular diz respeito a técnica de se fazer uma imagem em um muro. (GITAHY 1999).
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