A escrita de mulheres, a terra e os elementos não-humanos no conto “Quando chove parece humano”, de Giovanna Rivero
DOI:
https://doi.org/10.47456/1mjrke06Keywords:
Terra. Escrita feminina. Literatura latino-americana. Giovanna Rivero.Abstract
Este artigo propõe uma leitura crítica e analítica do conto "Quando chove parece humano" (2021), de Giovanna Rivero, de forma a explorar a tessitura literária e sua relação com elementos não-humanos. Por meio da protagonista Keiko - uma idosa japonesa que cultiva um jardim e ensina origami a presidiárias -, a narrativa articula memória, trauma e identidade, utilizando símbolos como o espantalho (que incorpora o espírito da mãe falecida) e a terra (como espaço de transformação alquímica - nigredo). A metodologia combina análise textual com algumas perspectivas da crítica feminista, a partir de teóricas como Susana Bornéo (2016), Eurídice Figueiredo (2020) e outras devidamente referenciadas, revelando como Rivero subverte cânones patriarcais ao humanizar o não-humano, denunciar mazelas sociais e assim construir novas subjetividades. Os resultados apontam para o fato de que a relação entre as estruturas narrativas e elementos extrínsecos pode simbolizar resistência e ressignificação de traumas.
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