Efectos argumentativos de la oralidad en el Tribunal del Jurado
DOI:
https://doi.org/10.47456/rctl.v20i45.51966Palabras clave:
Argumentación, Oralidad, Tribunal del JuradoResumen
Esta investigación busca demostrar la importancia de la oralidad en la construcción argumentativa del acusado en el Tribunal del Jurado. Para ello, se analizan los efectos persuasivos en la declaración del acusado Luciano Bonilha Leão en el Juicio del Caso Kiss, tomando como punto de partida las marcas de hesitación y de reformulación, fenómenos típicos del texto hablado. Como marco teórico, la oralidad se discute a partir de los postulados de Preti (1999) y de las producciones científicas que lo sucedieron; mientras que la argumentación se sustenta en los preceptos de la Retórica (Aristóteles, 2005) y de la Nueva Retórica (Perelman; Olbrechts-Tyteca, 1996 [1958]). La investigación es de naturaleza cualitativa y se basa en la transcripción de la declaración conforme a las normas del Proyecto NURC. Como resultados, se demostraron los posibles efectos argumentativos: la hesitación revela el deseo de ganar tiempo en la planificación de las próximas informaciones y el recelo del locutor al realizar ciertas afirmaciones, previendo cierto riesgo para su ethos; la reformulación por corrección revela la elección de buenas construcciones verbales, coherentes con la tesis de la defensa; y la reformulación por paráfrasis añade estratégicamente detalles y circunstancias a la narrativa del acusado, beneficiando su proyecto de decir, además de provocar deslizamientos de sentido. De este modo, la oralidad se muestra esencial en la persuasión buscada en el Tribunal del Jurado.
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