Análise morfopragmática do neologismo bigodudista a partir de diretrizes de redes sociais

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47456/rctl.v20i44.52652

Palabras clave:

Morfopragmática, Neologia, Implicaturas conversacionais, Redes sociais, Bigodudista

Resumen

O presente artigo objetiva realizar uma análise morfopragmática do neologismo bigodudista em um conteúdo audiovisual publicado na plataforma TikTok, considerando-se o modo como as diretrizes de moderação da plataforma moldam a criação dessa formação. A morfopragmática compreende, principalmente, os significados pragmáticos incorporados de forma sistemática às operações morfológicas. Pretende-se investigar como o sentido de bigodudista é pragmaticamente recuperado e associado ao termo nazista pelos interlocutores, apesar da reformulação lexical. A fundamentação teórica baseia-se nos estudos de Gonçalves (2002; 2016), Grice (2004), Dressler e Barbaresi (1994; 2015), Wilson (2008), entre outros. A metodologia consiste na coleta do corpus, validação e análise das unidades neológicas. A inferência de que bigodudista faz referência ao termo nazista é possível a partir de um recurso metonímico. Considerando-se as condições lexicais paradigmáticas, o falante fez a escolha pela formação bigodudista por analogia a outras formações morfossemanticamente semelhantes, refletindo a produtividade do esquema [X -ista]. Nessas formações, o sufixo -ista refere-se “pessoa adepta, partidária ou simpatizante de X”. Essa escolha lexical reflete um processo de implicatura, na medida em que o referente permanece inferencialmente acessível aos interlocutores mesmo sem sua explicitação no contexto das restrições discursivas impostas pela plataforma.

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Biografía del autor/a

  • Julia Damascena Magnavita, Universidade Federal do Espírito Santo

    Graduada em Letras - Português na Universidade Federal do Espírito Santo. Mestranda em Linguística no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal do Espírito Santo, bolsista Capes com o projeto intitulado "Tarifaços instagramáveis: a produtividade da sufixação em neologismos da cultura digital".

  • Ana Maria Ribeiro de Jesus, Universidade Federal do Espírito Santo

    Doutora em Letras (Lexicologia e Terminologia do Português) pela Universidade de São Paulo, Mestre em Estudos Linguísticos (Terminologia) pela UNESP, Graduada em Letras/ Tradução pela UNESP.  Atualmente, é professora adjunta do Departamento de Línguas e Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), na área de Linguística, e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGEL), na linha de pesquisa em Estudos analítico-descritivos da linguagem. 

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Publicado

25-08-2026