O bom, o bandido e o morto

uma análise discursiva sobre o linchamento e suas heranças coloniais, a partir de A Primeira Pedra, em São Luís/MA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/rctl.v20i45.52331

Palavras-chave:

Análise Crítica do Discurso, Herança colonial, Linchamento, São Luís/MA

Resumo

Este trabalho analisa o linchamento em São Luís (MA) pelo viés da Análise de Discurso Crítica de Fairclough (2001, 2003) e outros, relacionando-o à racialização e à permanência de lógicas coloniais. A análise parte do enunciado “Bandido bom é bandido morto” como discurso naturalizado que legitima a violência ao (re)produzir sujeitos descartáveis. Nessa linha, examina os discursos sobre um caso de linchamento ocorrido na capital maranhense, presente no documentário A Primeira Pedra (2018), a fim de revelar como a violência coletiva se articula a formas históricas de punição e à desvalorização da vida negra. Como resultados, a análise do testemunho da mãe da vítima evidencia a dimensão afetiva e racial da tragédia, enquanto a análise de atores institucionais reforça a leitura do episódio como expressão de um padrão estrutural de violência no Brasil, interpretado à luz da necropolítica e da crítica ao racismo estrutural.

 

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Biografia do Autor

  • Givanildo Lucas Santos da Rocha, Universidade Estadual do Maranhão

    Discente do curso de Letras Licenciatura em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). É membro do Grupo de Pesquisa em Multiletramentos no Ensino de Língua e Literatura Portuguesa (MELP/CNPq) e integra o Grupo de Estudos em ADC e Letramentos (GE ADCeL). É bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-UEMA).

  • Ana Maria Sá Martins, Universidade Estadual do Maranhão

    Doutora em Linguística (UFRJ) e professora efetiva da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). É Membro do MELP (CNPq/UEMA) e do GE ADCeL (UFPI/CNPq).

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Publicado

30-08-2026