Everybody lies

ameaças às faces positiva e negativa na construção da impolidez em House M.D.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/rctl.v20i44.52452

Palavras-chave:

Pragmática, Teoria da Polidez, Impolidez, Face, House M.D.

Resumo

O presente artigo investiga a mobilização de estratégias de impolidez discursiva na construção da personagem protagonista da série estadunidense House M.D. O objetivo da pesquisa é analisar de que maneira o Dr. Gregory House atua por meio de atos de ameaça à face (FTAs) não mitigados em suas interações, descrevendo o funcionamento pragmático e inferencial desses enunciados em contexto. Para tanto, o referencial teórico fundamenta-se nos estudos da Pragmática, articulando a Teoria da Polidez de Brown e Levinson (1987) e a Teoria da Impolidez de Jonathan Culpeper (2011). A metodologia caracteriza-se como qualitativa, descritiva e microanalítica, debruçando-se sobre uma amostragem intencional de cinco cenas extraídas da 1ª, 4ª e 8ª temporadas. As análises indicam a presença de estratégias diretas sem ação reparadora (bald on record) e de sarcasmo em contextos interpessoais e institucionais. Observa-se que os enunciados analisados cumprem funções pragmáticas variadas em termos de alinhamento de poder e gestão relacional no ambiente hospitalar, devendo a interpretação de seus efeitos ser compreendida em articulação direta com a dinâmica sequencial dos turnos conversacionais e as convenções da ficção dramática.

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Biografia do Autor

  • Ingrid Cristina Silva, Universidade Federal do Espírito Santo

    Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFES e licenciada em Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa pela mesma universidade. É bolsista CAPES. Integrante do Grupo de Pesquisa em Gramática Funcional e suas Interfaces (GRAFI). Desenvolveu pesquisas de iniciação científica voltadas à análise de orações passivas em manchetes relacionadas à COVID-19. Atualmente, pesquisa orações passivas não canônicas em postagens da Plataforma X, com base na Gramática Sistêmico-Funcional.

  • Isabella Bada Silva, Universidade Federal do Espírito Santo

    Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFES e bolsista do CNPq, é licenciada em Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa pela mesma instituição. Integra o Núcleo de Pesquisa em Gramática Funcional e suas Interfaces (GRAFI) e desenvolve pesquisa sobre a Metáfora Ideacional em grupos preposicionais constitutivos de orações passivas nas redações nota mil do Enem, com base na Gramática Sistêmico-Funcional.

  • Rosani Muniz Marlow, Universidade Federal do Espírito Santo

    Doutora e mestra em Estudos Linguísticos pela UFES, possui experiência docente em instituições de ensino superior, educação básica e cursos preparatórios para o Enem. Atualmente, realiza pós-doutorado na Ufes, leciona na Faculdade Unida de Vitória e é professora efetiva da SEDU-ES. Atua também na produção e revisão de textos e desenvolve estudos em Linguística, com ênfase em Pragmática, Linguística Textual e Linguística Aplicada.

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Publicado

25-10-2026